Brasil ultrapassa marca de 154 mil mortes por coronavírus

Extra
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Foto: Gabriel de Paiva
Foto: Gabriel de Paiva

RIO — O Brasil registrou 18.586 novos casos e 341 novos óbitos por coronavírus esta segunda-feira, segundo boletim do consórcio de imprensa. Com isso, o país chegou a 5.251.127 ocorrências e 154.226 mortes desde o início da pandemia.

O consórcio de veículos de imprensa é formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações divulgadas pelas secretarias estaduais de Saúde até 20h. O governo de Roraima não concluiu o boletim até o horário do fechamento.

A média móvel de óbitos, também medida pelo levantamento, foi de 502.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o "ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

O presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar nesta segunda-feira que o governo não vai obrigar os brasileiros a tomarem a vacina contra o novo coronavírus. Bolsonaro afirmou que essa decisão é do Executivo federal e o ministro da Saúde, Edurado Pazuello, "já disse que não será obrigatória essa vacina e ponto final".

— O Programa Nacional de Vacinação, incluindo as vacinas obrigatórias, é de 1975. A lei atual incluiu a questão de pandemia lá, mas é bem clara: quem define isso é o ministério da Saúde, e o meu ministro da Saúde já disse que não será obrigatória essa vacina e ponto final — afirmou.

O fundo soberano russo responsável pelo financiamento da vacina Sputnik V, registrada em agosto pela Rússia como uma fórmula contra a Covid-19, informou nesta segunda-feira que o imunizante deve começar a ser produzido em larga escala no Brasil em dezembro. A Agência Nacional de Vigiliância Sanitária (Anvisa) precisa aprovar o produto e os ensaios clínicos.

Os testes da Sputnik V estão na fase 3 e, segundo o laboratório responsável pela vacina, o Instituto Nikolai Gamaleia, 16 mil voluntários já receberam doses. Ao todo, são previstos 40 mil.

Em nota, a Anvisa informou que não recebeu solicitação formal para ensaios clínicos ou pedido de registro para a Sputnik V.

No Brasil, a companhia que fechou acordo para receber a tecnologia do fundo soberano e produzir o imunizante é a União Química, de São Paulo. Paraná e Bahia ja firmaram acordos com os russos para ensaios e aquisição de doses.

O mundo ultrapassou esta segunda-feira a marca dos 40 milhões de pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde que a China anunciou o surto inicial da doença na cidade de Wuhan, em dezembro do ano passado, segundo dados coligidos pela Universidade Johns Hopkins, nos EUA. E são os Estados Unidos o país com o maior número de contaminados — cerca de 8,1 milhões —, seguido por Índia (7,5 milhões) e Brasil.

Uma pesquisa da Universidade de Oxford (Reino Unido) analisou o impacto de longo prazo da Covid-19 em 58 pacientes que precisaram ser hospitalizados. Desses, 64% relataram falta de ar persistente e 55% tinham fadiga significativa.

A ressonância magnética também revelou anormalidades nos pulmões em 60% dos pacientes, nos rins em 29%, nos corações em 26% e nos fígados em 10%.

Mais de metade ainda apresentavam sintomas de falta de ar, fadiga, ansiedade e depressão por dois a três meses após a infecção inicial. Um grupo apresentou alterações em vários órgãos durante meses.

Ao todo, a doença já matou aproximadamente 1,1 milhão de pessoas. Os EUA estão novamente à frente da contagem, com 219 mil óbitos. Logo depois vêm Brasil (154 mil) e Índia (114 mil).