Brasil ultrapassa marca de 196 mil óbitos por Covid-19

O Globo
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RIO — O Brasil registrou 17.252 novos casos e 287 novas mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas; desde o início da pandemia, o país teve 7.732.071 ocorrências e 196.029 óbitos notificados, segundo boletim do consórcio de imprensa.

O consórcio de veículos de imprensa é formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações divulgadas pelas secretarias estaduais de Saúde em um boletim divulgado às 20h. O governo de Roraima não concluiu o seu levantamento no horário previsto.

A média móvel de óbitos, também medida pelo levantamento, foi de 698, uma queda de 9% em relação a 14 dias atrás. A média móvel de casos, por sua vez, ficou em 35.810, uma redução de 25% comparada ao mesmo período.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o "ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

As mortes por Covid-19 no Brasil aumentaram 64,45% de novembro para dezembro. Enquanto novembro teve 13.263 óbitos pela doença, em dezembro o número foi de 21.811.

Já a quantidade de casos bateu recorde em dezembro. Foram 1.339.503 pessoas infectadas, a maior marca mensal atingida desde o início da pandemia e um aumento de 67% em comparação ao mês anterior, quando houve 801.547 contaminados registrados.

Segundo especialistas, essa explosão de casos e mortes em dezembro é consequência de eventos que causaram aglomerações nos últimos meses. E também marca o início de um nova tendência de crescimento de infecções impulsionada por feriados antes das festas de fim de ano, afirmam os pesquisadores.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu neste sábado autorização para a Fiocruz importar 2 milhões de doses da vacina de Oxford contra a Covid-19, mas uma série de procedimentos podem "empurrar" o início de imunização para o fim de janeiro ou início de fevereiro. A expectativa é de que a Fiocruz faça um pedido de uso emergencial da vacina na quarta-feira. A Anvisa teria até dez dias para emitir a autorização, mas estima-se que poderia concluir sua análise em um prazo menor.

A Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC) informou neste domingo que busca a importação de 5 milhões de doses do imunizante Covaxin, cujo uso emergencial na Índia contra a Covid-19 acaba de conquistar a aprovação para uso emergencial.

A entidade, cujas associadas representam 70% do mercado nacional, está negociando a compra com o laboratório indiano Bharat Biotech. A entrada do produto no mercado brasileiro dependeria de autorização da Anvisa. A aprovação emergencial da vacina na Índia, que ocorreu este domingo, foi criticada por especialistas, já que ela se encontra na fase 3 de pesquisas e sua taxa de eficácia não é conhecida. Até agora, porém, os estudos não demonstraram danos colaterais significativos.