Brasil ultrapassa marca de 224 mil mortes por Covid-19, indica consórcio da imprensa

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RIO - O Brasil registrou 27.597 novos casos e 563 novas mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 9.202.791 ocorrências e 224.534 óbitos desde o início da pandemia no país. O levantamento é assinado pelo consórcio de veículos de imprensa.

A iniciativa é formada por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações divulgadas pelas secretarias estaduais de Saúde em um boletim divulgado às 20h.

Desde a semana passada, o informe passou a divulgar também o número de pessoas imunizadas no país. Até agora, já foram vacinadas 2.051.295 pessoas, o que representa 24,43% das doses disponíveis e 0,97% da população brasileira. Onze estados atualizaram seus dados neste domingo.

Já a média móvel de óbitos atingiu 1.065, um avanço de 11% em relação à registrada 14 dias atrás. O índice divulgado ontem, de 1.071, foi o maior desde julho.

A média móvel de casos, por sua vez, foi de 51.170, valor 5% inferior ao visto 14 dias atrás.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o "ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

A vacinação contra a Covid-19 no Brasil Mais 5,4 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan, já estão no Aeroporto de Pequim, na China, para serem liberados e encaminhados ao Brasil. A expectativa é que a carga chegue a São Paulo na próxima quarta-feira, dia 3, como adiantou o presidente instituto, Dimas Covas, na última terça-feira. Essa matéria-prima vai permitir a fabricação de mais 8,6 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 pelo Butantan.

Sem doses suficientes de vacinas estrangeiras para proteger a população, cientistas brasileiros esperam que, finalmente, o governo invista no desenvolvimento de imunizantes 100% nacionais. Entre 15 projetos propostos em 2020, quatro têm chances reais de seguir adiante.

Lançados em iniciativas dispersas, estes projetos dividiram em 2020 um bolo de verbas modesto (R$ 9 milhões) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações — que, alinhado ao Ministério da Saúde, apostou em medicamentos sem eficiência comprovada contra o coronavírus. No entanto, ainda não há valor concreto anunciado nem se sabe de onde sairia a verba a ser investida.