Brasil ultrapassa marca de 225 mil mortes pela Covid-19, indica consórcio de imprensa

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Foto: TARSO SARRAF / STR

RIO — O Brasil registrou 27.225 novos casos e 609 novas mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 9.230.016 infectados pelo Sars-CoV-2 e 225.143 vidas perdidas desde o início da pandemia no país. O levantamento é assinado pelo consórcio de veículos de imprensa.

A média móvel de mortes atingiu 1.062, um avanço de 10% em relação à registrada 14 dias atrás. O índice divulgado no sábado, de 1.071, foi o maior desde julho. A média móvel foi de 51.007 casos, 6% menor que o cálculo de 14 dias atrás.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Desde a semana passada, o informe passou a divulgar também o número de pessoas imunizadas. No Brasil, 2.220.216 doses da vacina contra a Covid-19 já foram aplicadas, segundo dados de 20 estados, imunizando 1,38% da população brasileira acima de 18 anos. Estes números representam 1,05% do total de brasileiros e 25,21% das doses distribuídas.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

O Instituto Butantan estima que até agosto consiga entregar ao Programa Nacional de Imunização (PNI) os 100 milhões de doses de vacina contra o coronavírus negociados pelo governo federal. A produção, porém, ainda depende da chegada de mais insumos.

O governo de São Paulo anunciou nesta segunda-feira que mais matéria-prima para a produção da CoronaVac, vacina produzida pelo Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, está a caminho. De acordo com o governador João Doria (PSDB), a nova remessa reúne 5,6 mil litros de matéria-prima, que darão origem a 8,7 milhões de novas doses.

O Brasil deve receber neste mês três remessas do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), a matéria-prima das vacinas, dos imunizantes CoronaVac (Sinovac Biotech/Instituto Butantan) e Covishield (AstraZeneca/Universidade de Oxford) originárias da China. Peça fundamental para fazer decolar a vacinação contra a Covid-19 no país, os insumos serão utilizados pelo Butantan e pela Fiocruz na produção de um total de 24,8 milhões de doses das duas fórmulas.