Brasileira conquista primeiro título do país no Mundial de esgrima

Nathalie Moellhausen durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016 (KIRILL KUDRYAVTSEV/AFP/Getty Images)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pela primeira vez na história, o Brasil tem uma atleta medalhista no Campeonato Mundial de Esgrima, e a estreia no pódio veio no lugar mais alto dele.

Nesta quinta (18), Nathalie Moellhausen, 33, venceu a chinesa Sheng Li na decisão da competição individual de espada do Mundial, realizado em Budapeste, na Hungria.

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O resultado surpeendeu, já que a brasileira é a 22º colocado do ranking na sua especialidade.

Nascida em Milão, a esgrimista tem cidadania brasileira por causa de sua família materna. Ela é filha da estilista ítalo-brasileira Valeria Ferlini. O sobrenome de origem alemã é da família do pai.

Nathalie competiu a maior parte da sua carreira representando o país europeu, uma das maiores potências da modalidade.

Pela Itália, a atleta conquistou três medalhas em campeonatos mundiais: duas por equipes (ouro em 2009 e bronze em 2011) e uma no individual (bronze em 2010).

Após a Olimpíada de Londres, ela não teve mais espaço na equipe italiana e decidiu paralisar a carreira no esporte para se dedicar a outras. Estudou filosofia na Universidade Sorbonne, foi modelo, produtora de eventos e diretora de arte.

Em 2010, ela já havia criado um espetáculo de dança coreografada com esgrima para a cerimônia de abertura do Mundial de Paris. Depois, produziu o primeiro calendário fotográfico mundial com atletas da modalidade.

Em novembro de 2013, fez a direção de arte da festa dos cem anos da Federação Internacional de Esgrima.

Nathalie voltou a competir em 2014, após receber um convite para representar o Brasil, país que ela estava acostumada a visitar para ver a avó quando era criança.

"Sempre tive o sonho de me aproximar ao Brasil. A oportunidade dos Jogos Olímpicos do Rio me pareceu o momento certo para dar esse passo", afirmou Nathalie à Folha de S.Paulo na ocasião.

Pelo país, Moellhausen foi medalhista de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Toronto-2015 e chegou até as quartas de final na Olimpíada do Rio-2016, o melhor resultado do país na história do evento ao lado do obtido por Guilherme Toldo, no florete, também nos Jogos do Rio.

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