Brasileira da força-tarefa de Biden contra a Covid-19 mora nos EUA desde os anos 80

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Foto: Reprodução
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Nesta segunda-feira, em seu primeiro dia útil como presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden anunciou uma força-tarefa para combater a pandemia de Covid-19. Todos os nomes anunciados pelo democrata para formar a equipe — serão 13 pessoas — são de médicos ou especialistas de saúde. Entre eles, há uma brasileira, a médica e acadêmica Luciana Borio.

Ela começou a trabalhar no governo americano durante o governo de George W. Bush e assumiu posições de liderança durante os mandatos de Barack Obama e Donald Trump. Ela foi cientista-chefe da Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA), a Anvisa americana, e diretora para preparação médica e de biodefesa do Conselho de Segurança Nacional, cargo extinto pelo atual ocupante da Casa Branca. Parte de seu trabalho é focada na biodefesa e na preparação para lidar com pandemias. Hoje, é vice-presidente da In-Q-Tel, empresa de investimento em tecnologia de ponta para defesa e segurança nacional.

Luciana vive nos Estados Unidos desde o fim dos anos 80 e é formada pela Escola de Medicina e Ciências da Saúde da Universidade George Washington.

Apelo pela máscara

Ainda nesta segunda-feira, em seu primeiro dia útil após ser eleito, Joe Biden advertiu para um “inverno sombrio” pela frente e fez um apelo para que toda a população americana use máscara.

— Não importa em quem você tenha votado, o que você achava antes da eleição, não importa seu partido, seu ponto de vista, podemos salvar dezenas de milhares de vidas se todos usarem máscaras pelos próximos meses. Não vidas democratas ou republicanas, mas americanas — disse o presidente eleito.

Referindo-se ao debate ideológico que se instalou no país sobre o uso da proteção, com o presidente Donald Trump hesitando em recomendá-lo e grupos conservadores alegando que a obrigatoriedade da utilização fere as liberdades individuais, Biden completou:

— Eu imploro a vocês, por favor, usem máscaras. Elas não são uma declaração política, mas são uma boa maneira de começar a unir o nosso país.