Brasileiro apaixonado pela Argentina não abre mão da preferência na final da Copa América contra o Brasil

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RIO — A final da Copa América-2021 se destaca especialmente por ser um clássico do futebol. Brasil e Argentina vão se enfrentar neste sábado, dia 10, no Maracanã. Mas se engana quem conclui que a tradicional rivalidade entre os dois países no esporte não consegue ultrapassar fronteiras. Para o professor de educação física brasileiro André Luis Messias, sua paixão pelos hermanos fala mais alto.

Ao portal de notícias esportivo "AS", André contou que torce pela Argentina desde pequeno e, na final da Copa América, sua expectativa não poderia ser outra a não ser torcer pela vitória do time de Leonel Messi. Ele enfatizou, entretanto, que seu jogador favorito é Di María, de quem afirmou ter várias camisas.

— Sou fanático pelo Di María — contou o professor ao jornalista, que lhe fazia as perguntas em espanhol, não escondendo sua surpresa diante da paixão do brasileiro pela Argentina. — Espero que amanhã (sábado) ele seja titular e a Argentina jogue bem.

Di María, de 33 anos, deixou o banco de reservas na segunda-feira aos 67 minutos da semifinal contra a Colômbia, um momento muito difícil em que a Argentina estava sendo encurralada, mas ele entrou vigoroso e, com seus dribles, encontrou as brechas necessárias para que a albiceleste equilibrasse a partida em Brasília que depois conseguiu vencer na disputa de pênaltis.

É possível que esta seja a última chance do jogador para conquistar o título da Copa América pela seleção principal. Se depender de seu fã brasileiro, André, a vitória é garantida, assim como a uma nova tatuagem que pretende fazer caso o resultado saia conforme deseja.

— Eu sou brasileiro, mas eu torço pela seleção argentina desde pequeno. Tenho uma tatuagem da seleção que eu fiz em 2014. Se a Argentina for campeã amanhã, eu quero fazer outra tatuagem. Eu vou tatuar o Messi e o Di María aqui na perna, eles se abraçando e segurando a taça — afirmou e se despediu do entrevistador: — Gracias, e amanhã 2 a 0, Argentina.

Nos outros três jogos desta Copa América, contra Uruguai, Paraguai e Equador, Di María entrou por volta dos 70 minutos e deu fôlego a Messi, adicionando talento e experiência para se revezar na criação com o capitão argentino.

— Me sinto incomodado, porque a gente está sempre lá porque adora jogar e sempre gosta de começar como titular. Mas meu rosto nunca mudou, sempre fui feliz e tentei dar o meu melhor. Toda vez que tenho que entrar, eu mostro que eu sou capaz de poder jogar, hoje mostrei de novo (...) se eu tiver que estar no time titular vou dar o meu máximo, se não vou torcer de fora — disse Di María após o duelo com o Paraguai (1-0).

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