Brasileiro chamado Sérvio nega coração dividido na Copa do Mundo: 'Na hora H, sou Brasil'

Sérvio Tulio de Oliveira Silva, de 64 anos, ficou na dúvida: torceria para a Sérvia ou para o Brasil, nesta quinta-feira, na estreia de ambas as seleções na Copa do Mundo do Catar? O veterinário aposentado, que mora em Montalvânia, no norte de Minas Gerais, lançou a brincadeira no grupo da família mas já se decidiu. Explicou ao O GLOBO que o amor pelo país onde nasceu falou mais alto.

— Eu não ia perder a piada, né? — disse Sérvio, que passou a admirar Novak Djokovic por causa da nacionalidade do tenista. — Ninguém carrega esse nome impunimente, né? Minha mãe deu nomes inspirados em imperadores romanos aos filhos e, de origem francesa para as meninas. Tem o Marcos Vinícius, que já faleceu, Caio Lucius e Demtrios. Sérvio acaba sendo uma nacionalidade também e sempre faço essa brincadeira de torcer para Sérvia. Mas na hora 'H', sou Brasil. E eu não estou só, hein! Basta dar um Google para ver que tem muito Sérvio por aí na mesma situação que eu.

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Sérvio vai torcer para a seleção de Tite e arriscou placar de 2 a 0, com gols de Neymar e Richarlison. Torcedor do Cruzeiro, Sérvio contou que acompanhou o início da carreira de Richarlison no América Mineiro, em 2014. Disse que Richarlison "é divertido" e por isso tem simpatia pelo atacante.

Ele, que é pai de Tulio Gabriel e Gustavo, contou que vai para um barzinho com os amigos para ver o jogo de logo mais. E para não perder a piada novamente, disse que vai comemorar com cerveja (proibida no Catar) e tira-gosto.

— Mais descontraído, com cerveja e muita risada, não é? Assim espero — falou Sérvio, que sabe que será provocado durante o jogo e disse que não liga. — Com amigos é melhor. Sinto muito pelos que estão no Catar, mas aqui vamos beber. Faço coro com os críticos que apontam essa proibição e todas as questões de Direitos Humanos e preconceito no país sede. Uma pena. Esse Copa está chata. Mas aqui, não ficará.