Brasileiro condenado por estupro de vulnerável é preso nos EUA

Brasileiro foi condenado por estupro de vulnerável em Minas Gerais. Foto: Getty Images.
Brasileiro foi condenado por estupro de vulnerável em Minas Gerais. Foto: Getty Images.
  • Condenação é de 2010, mas brasileiro nunca foi preso

  • Ele entrou nos Estados Unidos com visto de turista em 2018

  • Ele foi acusado de estupro de menores de 14 anos trezes vezes

Um brasileiro acusado de estupro de vulnerável foi preso em Somerville, no estado do Massachusetts, nos Estados Unidos. O homem estava foragido da Justiça de Minas Gerais e tinha um mandado de prisão contra ele.

A prisão de Vagner Brito Paixão foi realizada há uma semana, no dia 25 de maio, segundo o departamento de imigração e alfândega dos EUA, o ICE.

"Predadores de crianças condenados como Brito Paixão não podem usar os Estados Unidos para se esconder e evitar cumprir pena de prisão", declarou LaDeon Francis, diretor interino do órgão responsável pela detenção de imigrantes em situação irregular em Boston, capital de Massachusetts.

Ainda segundo informações do ICE, o foragido chegou ao país norte-americano em março de 2018 usando um visto de turismo, que dava a ele autorização para ficar nos EUA até setembro daquele ano. O suspeito teve um pedido de extensão do visto cedido em fevereiro de 2019 para que ele pudesse ficar em solo norte-americano até o dia 14 de março. Nos mais de dois anos que se passaram desde então, Vagner ficou ilegal no país.

Agora, ele ficará sob custódia dos Estados Unidos até ser deportado.

O crime

Vagner Brito Paixão foi condenado pelo estupro de vulnerável em São João do Paraíso, no Norte de Minas. A investigação da Polícia Civil sobre o abuso começou em julho de 2010, que terminou com o indiciamento do suspeito em outubro do mesmo ano.

Ele foi condenado a 14 anos e dez meses de prisão, de acordo com o processo judicial. Ele foi acusado de cometer estupro de vulnerável - configurado pela conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos - 13 vezes. Ele entrou com recurso e a pena foi diminuída para 13 anos e 4 meses.

Não há registro, no entanto, pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), que ele tenha passado pelo sistema prisional.

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