Brasileiro contaminado com varíola dos macacos diz estar se recuperando bem da doença

Primeiro caso da varíola dos macacos foi identificada em um paulistano que esteve na Europa. (Foto: Getty Creative)
Primeiro caso da varíola dos macacos foi identificada em um paulistano que esteve na Europa. (Foto: Getty Creative)

Brasileiro infectado com a varíola dos macacos disse, em entrevista ao G1, que contou mais de 60 feridas pelo corpo. O paulistano de 41 está internado em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em SP, desde 6 de junho. O paciente disse que está tranquilo e que não vê a hora de poder sair.

O homem, primeiro brasileiro identificado com a doença no Brasil, esteve em viagem à Europa, onde se contaminou. Segundo o relato do paulistano, que pediu para não ser identificado, não há motivo para pânico.

"Estou sendo cuidado por excelentes médicos. Que um momento de dor sirva para a ciência brasileira desenvolver proteção a todos. A melhor proteção é a informação verdadeira. Sou a favor da ciência e aceito participar de pesquisas", afirmou ao G1.

Ele afirmou que teve febre, cansaço, dor de cabeça e dor no fundo do olho, mas que agora está sem dor. O enfermo teve os primeiros sintomas no final de maio, dias depois de chegar ao Brasil de uma viagem à Europa em companhia da mãe, que não apresentou a doença, mas segue sendo monitorada.

Não se sabe ainda quando o paulistano terá alta, pois é preciso aguardar que as feridas cicatrizem.

O Instituto Adolfo Lutz confirmou na quinta-feira (9) que o paulistano de 41 anos era o primeiro caso de varíola dos macacos no Brasil.

"A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou o primeiro caso de Monkeypox [varíola dos macacos] no Brasil. A confirmação ocorreu pelo Instituto Adolfo Lutz após realização de diagnóstico diferencial de detecção por RT-PCR do vírus Varicela Zoster (com resultado negativo) e análise metagenômica do material genético, quando então foi identificado o genoma do Monkeypox vírus", disse a nota da pasta.

Já o Ministério da Saúde investiga oito casos em todo o país. De acordo com a pasta, Ceará, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e São Paulo têm um caso suspeito cada um, e há ainda dois casos em monitoramento em Rondônia e outros dois em Santa Catarina.

Varíola dos macacos

A doença é transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. Este contato pode ocorrer, por exemplo, pelo abraço, beijo, relações sexuais ou secreções respiratórias. A transmissão do vírus também se dá por objetos, tecidos e superfícies que foram manuseados doente. Embora não haja tratamento específico, a doença costuma ter quadros clínicos leves.

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