Brasileiro lembra de pânico ao cair de paraquedas no mar da Colômbia

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A última parada da viagem de um casal de brasileiros pela América do Sul deveria ser de descanso na praia, mas um passeio para ver do alto os tons de azul do mar rendeu momentos de pânico, depois de o paraquedas em que eles estavam ser solto do barco, atirando os dois à água.

O empresário José Lucas Moulaes Figueiredo, 29, e a médica Amanda Cavalcante Lozer, 25, capixabas que moram em Campinas, chegaram na última quinta-feira (28) à ilha de San Andrés, na Colômbia. Na praia, em uma empresa de turismo local, o casal contratou o passeio de parasailing, uma espécie de paraquedas içado por um barco motorizado que navega próximo à costa.

A Cameba Tours serviu de agenciadora da Toninos Parasail, responsável pelo passeio, que custou 195 mil pesos colombianos (R$ 264). Figueiredo e Lozer aguardaram a chegada da embarcação numa tenda na areia, onde receberam orientações. O barqueiro instruiu o casal a, em caso de emergência, acionar um mecanismo que fecharia a lona do paraquedas, impedindo-o de planar.

"Até brinquei com o barqueiro, para ele deixar a gente muito alto, muito alto mesmo. Ele riu e falou: 'Deixa comigo'" , conta Figueiredo. O sobrevoo ia bem até uma chuva forte despontar no horizonte, aumentando a força do vento. Isso fez com que o paraquedas acabasse travando uma espécie de cabo de guerra com o barco.

Com o motor da embarcação sendo vencido pelo vento, o empresário começou a ficar assustado. "Eu olhei para baixo e vi que o barco estava quase virando. O instrutor falava: 'Todo mundo pra direita, se não vai tombar', e ficava nesse vaivém", conta. Os tripulantes ainda tentaram baixar a âncora, mas não tiveram sucesso. Nesse momento, segundo Figueiredo, eles soltaram a corda do paraquedas.

Quando viu que não estava mais amarrado ao barco, com a possibilidade de o vento levá-los pelo ar em direção à cidade, ele acionou o dispositivo de emergência. O paraquedas então se fechou, atirando o casal no mar, alguns metros antes da rebentação das ondas.

A equipe não foi resgatá-los; um homem a bordo de uma moto aquática, que não fazia parte da agência, resgatou os dois e os levou de volta à embarcação --não sem antes esbravejar pelo fato de o barco supostamente não estar distante o suficiente da praia para aquela atividade.

Figueiredo diz que depois notou um pedaço desfiado da corda e relatou essa impressão ao instrutor, acreditando que ela tinha se rompido. Aos risos, os tripulantes contaram que na verdade eles tinham desprendido a corda, sem avisar os brasileiros. "Depois disso, perguntaram: 'Aceita uma água?'. Aceito. E mais nada."

Na sequência, os barqueiros consertaram a âncora, reorganizaram os equipamentos, esperaram o tempo se firmar e retornaram às atividades com outros clientes --inclusive a irmã de Figueiredo, que decidiu fazer o passeio mesmo sabendo do ocorrido. Segundo o relato do empresário, ela disse que os barqueiros afirmaram que estava tudo bem com o casal e que a queda era normal.

Em segurança, Figueiredo e Lozer voltaram ao Brasil no último fim de semana. Procurada pela reportagem, a Cameba Tours alegou que a responsável pelo passeio é a empresa terceirizada, que realiza as atividades com paraquedas. A reportagem enviou mensagens ao barqueiro, mas não teve resposta.

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