Brasileiro preso por tráfico de drogas no Paraguai é extraditado para os Estados Unidos

O brasileiro Kassem Mohamad Hijazi, de 49 anos, foi apresentado e acusado perante um juiz americano em Nova York, nesta segunda-feira (11), por lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas. Ele estava preso desde 24 de agosto do ano passado, no Paraguai, de onde foi extraditado para os Estados Unidos na última sexta-feira.

Hijazi é apontado como um dos líderes de uma quadrilha de narcotraficantes que atua a partir da fronteira do Paraguai com o Brasil. De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, ele chegou a enviar US$ 1,7 milhão para os EUA com a "intenção de promover o exercício de atividade ilícita" naquele país.

A extradição de Hijazi foi comemorada pelo embaixador dos EUA no Paraguai, Marc Ostfield. Em suas redes sociais, Ostfield afirmou que a medida "representa um forte golpe na criminalidade transnacional no Paraguai e na tríplice fronteira".

Na descrição do Departamento de Justiça dos EUA, Hijazi é a pessoa que orquestrou um esquema de lavagem de dinheiro que funcionou entre 2018 e outubro de 2020.

"Especificamente, em dezembro de 2019 e entre outubro e dezembro de 2020, Hijazi lavou fundos que acreditava serem produtos derivados do tráfico de drogas. Entre 2018 e 2020, a HIJAZI operou um negócio de transmissão de dinheiro não licenciado que incluía o envio de fundos do exterior para dentro e para fora dos Estados Unidos", diz um comunicado do Departamento de Justiça.

Contra Hijazi pesam duas acusações de lavagem de dinheiro, cada uma com pena máxima de 20 anos de prisão; duas acusações de branqueamento internacional de capitais, cada uma com pena máxima de 20 anos de prisão; e uma de transmissão de dinheiro sem licença, que tem uma pena máxima de cinco anos de prisão.

— Kassem Hijazi concordou em lavar os lucros do tráfico de narcóticos e, durante anos, operou um negócio ilegal de transmissão de dinheiro, cujos lucros foram posteriormente lavados dentro e fora dos Estados Unidos. Graças aos esforços contínuos e à coordenação com nossos colegas de aplicação da lei no Paraguai, Hijazi, um cidadão brasileiro, foi extraditado para os EUA para enfrentar as consequências de seus crimes — disse o procurador do Distrito Sul de Nova York, Damian Williams.

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