Brasileiro vendeu as portas de casa para ir a show de Anitta: 'Não é custo, é investimento

Diego Máximo brinca que é ele quem paga todos os preenchimentos de botox de Anitta. O brasileiro da cidade de Cascavel, no Paraná, já foi a 37 shows da cantora e se autointitula o fã número um da carioca. Mais recentemente, ele encontrou uma solução inusitada para conseguir pagar uma dívida gerada pela compra de um ingresso: vendeu todas as portas de casa.

— Esqueci de parcelar a compra do ingresso e precisei dessa solução para quitar o que eu estava devendo. Meu apartamento continua sem portas em todos os cômodos — explica ele, aos risos, admitindo que acumulou dívidas para assistir ao show da Anitta no Rock in Rio Lisboa, neste domingo (26). — Sempre dou um jeito de pagar. Vim a Portugal só para ver esse show. Comprei o ingresso em 2020! Na primeira vez que vi Anitta, larguei meu pai internado no hospital. Para mim, isso não é custo. É investimento. Saio daqui com uma energia vibrante. É algo fantástico!

Anitta é a artista que mais atrai espectadores ao Rock in Rio Lisboa no mesmo dia em que o Post Malone encerra a versão portuguesa do festival como principal atração da noite. No país lusitano, a funkeira é um fenômeno popular. As músicas estão entre as mais tocadas nas rádios, e o estilo da cantora e de suas bailarinas passou a ser reproduzido nas ruas entre os jovens, com maquiagens coloridas, shorts curtos e tops com tecido rasgado.

— Anitta hoje é a base do que consumimos culturalmente por aqui — conta Barbara Ponto, de 15 anos, da cidade de Braga, e que foi ao festival ao lado da irmã Maria João, de 24. — Conhecemos Anitta desde o "Show das poderosas". Ela fala a nossa língua, em todos os sentidos.

Tania Santos, de 30 anos, percorreu cem quilômetros, de Torres Novas a Lisboa, para ver a funkeira de pertinho pela primeira vez. Ela cobriu parte do rosto com purpurina em homenagem a Anitta.

— A gente se inspira no visual dela, claro — afirma a portuguesa. — Há um boom de Anitta em Portugal. Viemos ao Rock in Rio Lisboa só para vê-la. A gente gosta da fome dela de dançar, cantar e curtir a vida de um jeito livre, sabe?

A moçambicana Natália Monteiro, de 24, reforça o discurso:

— Anitta parece fazer o que ela quer sem se importar com o que os outros vão pensar. É mais ou menos isso o que eu também quero pra mim — exalta a fã, com look inspirado na ídolo.

O brasileiro Rafael Camargo, de 22, diz que é um "Anitter sem vergonha". Ele chegou cedo ao evento para conseguir um lugar próximo à grade e ver a funkeira de pertinho. Aliás, todas as pessoas à beira do palco são fãs de Anitta. Não à toa, a organização do evento coloca músicas da cantora entre os demais shows para fazer uma espécie de "esquenta" até que a funkeira suba ao palco, às 21h do horário local (às 17h do horário de Brasília — a apresentação será transmitida ao vivo no Tik Tok).

— Ela levou o nosso país para o exterior. E fez o funk ser respeitado! — diz Camargo, brasileiro que vive em Portugal há quatro anos — Nem vi se meus amigos iam comprar ingresso e já saí comprando. Comprei em 2019, antes da pandemia.

Gustavo Peruzzo, de 25 anos, criou uma fantasia em homenagem à cantora, com referência ao álbum Girl from Rio", lançado em 2021. O capixaba de Vitória celebra o fato de se a cantora ter levado um astral brasileiro ao evento:

— Anitta é a brasileira que mais quebra barreiras hoje. E foi assim que ela se tornou a primeira a chegar onde ninguém conseguiu chegar.

Marco Dias, de 20 anos, fez uma camisa em homenagem à cantora, celebrando o fato de o hit "Envolver" ter chegado ao primeiro lugar do Top 50 Global no Spotify, neste ano.

— Ouvir Anitta me desperta o meu lado mais gay — brinca ele. — É alguém que valoriza a liberdade.

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