Brasileiros devem consumir 3,7% a mais este ano. Veja com o que vão gastar

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Após um ano marcado por prejuízos na maior parte dos setores econômicos do Brasil — e mesmo que ainda vivenciando a pandemia —, o consumo das famílias deve recuperar parte do seu fôlego e movimentar cerca de R$ 5,1 trilhões ao longo deste ano. O montante corresponde a um aumento de 3,7% em relação a 2020, e uma taxa também positiva de 3,17% do PIB. A estimativa é do estudo IPC Maps 2021, especializado há quase 30 anos no cálculo de índices de potencial de consumo nacional, com base em dados oficiais.

— O fato do potencial de consumo das famílias estar com previsão de crescimento de 3,7% para 2021 é uma notícia positiva, pois mostra que o Brasil começa a sair da crise e que a população deve voltar à sua vida normal, depois que a imunização em massa assim permitir. O que se percebe é que, em geral, a população aproveita todas as brechas que pode para tentar voltar à normalidade e é esse comportamento que vai impulsionar o crescimento de 2021 — avalia Marcos Pazzini, sócio da IPC Marketing Editora e responsável pela pesquisa.

Segundo a pesquisa, o consumo deve ser puxado pela classe B, responsável por 39,6% de tudo que será desembolsado pelas famílias brasileiras. Já a classe C assumirá 37,2% dos gastos. O grupo D e E ficará com uma fatia de 10,7%). Mais enxuta, caracterizando apenas 2,2% das famílias, a classe A gastará 12,5% do montante no Brasil em 2021. O levantamento mostra ainda com o que os brasileiros gastam dinheiro. E os itens básicos aparecem como prioridade:

— Consideramos como itens básicos, as despesas com Alimentação, Bebidas, Habitação, Vestuário, Transportes e Saúde. No Brasil, elas movimentarão R$ 2,4 trilhões, o que equivale a 51,6% de tudo que é consumido no Brasil — diz Pazzini.

Do total, 25,76% dos desembolsos destinam-se à habitação (incluindo aluguéis, impostos, luz, água e gás); 17,96% outras despesas (serviços em geral, reformas, seguros etc.); 14,11% vão para alimentação (no domicílio e fora); 13,06% a transportes e veículo próprio; 6,66% são medicamentos e saúde; 3,71% materiais de construção; 3,46% educação; 3,43% vestuário e calçados; 3,29% recreação, cultura e viagens; 3,29% em higiene pessoal; 1,52% móveis e artigos do lar; 1,49% eletroeletrônicos; 1,1% bebidas; 0,53% para artigos de limpeza; 0,45% fumo; e finalmente, 0,17% referem-se a joias, bijuterias e armarinhos.

Rio não apresenta melhora

A participação do estado do Rio no potencial de consumo nacional caiu do ano passado para este: de 9,64% para 9,49%. Isso porque, apesar da Região Metropolitana do Rio demonstrar desempenho melhor, houve queda no interior do estado. Para Marcos Pazzini, o estado passa por dificuldades próprias:

— O Estado do Rio de Janeiro não respondeu tão rapidamente como São Paulo e Espírito Santo e perdeu participação no consumo nacional de 2020 para 2021. O motivo foi que houve perda no poder de consumo da população de todas as classes econômicas, situação essa ocasionada pelo cenário recessivo da economia, que aumentou o desemprego e diminuiu os valores de rendimento da população.

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