Brasileiros deveriam ganhar R$ 6.527,67 em junho, afirma Dieese

O valor estimado pelo Dieese é 5,39 maior do que o salário mínimo atual, fixado em R$ 1.212 (Getty Image)
O valor estimado pelo Dieese é 5,39 maior do que o salário mínimo atual, fixado em R$ 1.212 (Getty Image)
  • Dieese divulgou o cálculo para o mês de junho

  • Alta nos alimentos consome o salário do trabalhador

  • Trabalhadores deveriam ganhar, pelo menos, cinco vezes mais

Para conseguir bancar alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, os brasileiros deveriam ter um salário mínimo de R$ 6.527,67. Essa é a conclusão do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

A conclusão foi divulgada após a análise sobre o preço dos itens da cesta básica. O valor é 5,39 maior do que o salário mínimo atual, fixado em R$ 1.212. Em maio, o valor necessário era de R$ 6.535,40, ou 5,39 vezes o piso mínimo.

No caso da alimentação, 13 alimentos compõe o cálculo do Diesse. Mais uma vez São Paulo ficou topo do ranking das capitais mais caras para adquirir os alimentos da cesta básica, seguida por Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS).

Em comparação com junho do ano passado, todas as cidades brasileiras pesquisadas tiveram alta de preço, com variações que oscilaram entre 13,34%, em Vitória, e 26,54%, em Recife.

Entre os produtos com maior aumento em todas as capitais aparece o leite integral com as maiores altas em Belo Horizonte, Porto Alegre e Campo Grande. O quilo do pão francês subiu, junto com o custo da farinha. Feijão e café foram outros itens que ficaram mais caros. Apenas a batata registrou ligeiras quedas no preço.

Em relação ao salário mínimo, o preço da cesta básica comprometeu 59,68% da renda. Isso significa que as pessoas tiveram que trabalhar pelo menos 121 horas e 26 minutos para comprar comida.

Confira o preço da cesta básica nas capitais brasileiras em junho de 2022

  • São Paulo: R$ 777,01 (-0,12%)

  • Florianópolis: R$ 760,41 (-1,51%)

  • Porto Alegre: R$ 754,19 (-1,90%)

  • Rio de Janeiro: R$ 733,14 (1,33%)

  • Campo Grande: R$ 702,65 (-0,49%)

  • Curitiba: R$ 701,26 (-1,74%)

  • Brasília: R$ 698,36 (0,29%)

  • Vitória: R$ 692,84 (-0,77%)

  • Goiânia: R$ 674,08 (-0,08%)

  • Fortaleza: R$ 657,00 (4,54%)

  • Belo Horizonte: R$ 648,77 (-0,67%)

  • Belém: R$ 632,26 (0,59%)

  • Recife: R$ 612,34 (2,76%)

  • Natal: R$ 611,79 (4,33%)

  • João Pessoa: R$ 586,73 (3,36%)

  • Salvador: R$ 580,82 (0,34%)

  • Aracaju: R$ 549,91 (0,28%)

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