Brasileiros estão divididos sobre pena de morte; 42% são a favor

Pena de morte não é aplicada no Brasil. (Foto: Getty Images)
Pena de morte não é aplicada no Brasil. (Foto: Getty Images)
  • Levantamento é da pesquisa Ipec

  • Pena de morte é defendida por mais jovens e apoiadores de Bolsonaro

  • Já os mais velhos e evangélicos são contra

A última pesquisa Ipec, divulgada nesta segunda-feira (12), mostrou que os brasileiros estão divididos sobre a legalidade da pena de morte no país. Para 49%, a pena não deve ser aplicada, contra 42% que são a favor.

Cerca de 6% disseram que não são a favor, nem contra, enquanto 3% não soube responder. O levantamento foi encomendado pela Globo.

A pena de morte é mais aceita entre os mais jovens, com idade entre 25 a 34 anos: 50% são favoráveis à medida. A pena também é defendida por aqueles que avaliam bem o governo de Jair Bolsonaro (PL) (50%) e tem escolaridade até ensino médio (46%).

Já a rejeição vem principalmente de eleitores acima dos 60 anos (56%), aqueles que avaliam o atual governo como ruim ou péssimo (55%) e evangélicos (53%).

A pesquisa ouviu 2.512 pessoas entre os dias 9 e 11 de setembro em 158 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01390/2022.

Pesquisa eleitoral

Pesquisa eleitoral Ipec, divulgada nesta segunda-feira (12), indica que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na liderança da corrida à presidência da República com 46% das intenções de voto. Já o atual presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), se manteve com 31%.

Ciro Gomes (PDT) possui 7%, enquanto Simone Tebet (MDB) apareceu com 4%.

Pesquisas eleitorais, como saber em quais posso confiar?

Em meio a essa diversidade de levantamentos existentes no Brasil, muitos eleitores não sabem em quais resultados acreditar.

No primeiro dia do ano passou a ser obrigatório (leia a resolução clicando aqui)o registro junto à Justiça Eleitoral de qualquer pesquisa pública relacionada às eleições para presidente e governador. Porém, se uma pesquisa está registrada não necessariamente significa que ela será confiável, isso porque não há nenhum tipo de fiscalização prévia sobre a metodologia desses levantamentos.

Atualmente, a confiabilidade das pesquisas é garantida no Brasil por meio da transparência. São algumas das informações que devem ser cadastradas junto à Justiça Eleitoral, tornando as pesquisas passíveis de contestação, caso qualquer irregularidade seja encontrada posteriormente:

  • Nome do contratante

  • Valor cobrado pela pesquisa

  • Origem dos recursos investidos

  • Metodologia

  • Período de realização

  • Sistema de fiscalização da coleta de dados

  • Tipo de questionário aplicado

Para identificar os atributos que mais merecem atenção nas pesquisas eleitorais, a reportagem do Yahoo! Notícias conversou com alguns especialistas no assunto e separou uma lista com os pontos mais importantes, confira aqui.

Qual a data das Eleições 2022?

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 2 de outubro, um domingo. Já o segundo turno – caso necessário – será disputado no dia 30 de outubro, também um domingo.

Veja a ordem de escolha na urna eletrônica nas Eleições 2022

  1. Deputado federal (quatro dígitos)

  2. Deputado estadual (cinco dígitos)

  3. Senador (três dígitos)

  4. Governador (dois dígitos)

  5. Presidente da República (dois dígitos)