Brasileiros estão usando mais o cartão de crédito nos supermercados

·2 min de leitura
  • Brasileiros bateram recorde em valores e em quantidades de transações nos supermercados

  • Inflação de outubro foi a maior desde 2002

  • Itens da cesta básica ficaram mais caros, comprometendo cerca de 60% de um salário mínimo

Neste dia 12 de novembro, dia Nacional dos Supermercados, a Credicard anunciou que os gastos com supermercados lideraram nas despesas do cartão de crédito dos brasileiros. O levantamento foi feito a partir de dados de consumo dos clientes da marca.

Em outubro, mês de maior inflação desde 2002, o valor gasto aumentou 7,5% em relação ao mês anterior, ultrapassando pela primeira vez os níveis registrados antes da pandemia.

Essa quantia representa também um gasto 52% maior nos supermercados do que nas lojas de departamento, que ocupam o segundo lugar.

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Não foram só os valores que aumentaram, mas o número de transações também vem aumentando mês a mês. Em relação ao outubro do ano passado, o valor gasto em supermercados cresceu 15,5%, e as relações aumentaram 19%.

O levantamento agrupou em uma mesma categoria os gastos com supermercados, hortifrutis, padarias e docerias realizadas com o cartão da marca.

Os alimentos

O aumento nos valores e no número de transações não vem como uma surpresa, visto que o Brasil bateu recorde de alta de preço da cesta básica. A cesta, que é composta de itens considerado essenciais para uma alimentação familiar, agora chega a custar R$ 700, comprometendo cerca de 58,35% de um salário mínimo.

Segundo o Dieese, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, a batata, o tomate, o pó de café, o óleo de soja e o açúcar são os alimentos que ficaram mais caros no período entre outubro e novembro.

A inflação

A inflação no país é considerada uma das três piores do mundo, ficando atrás apenas da Turquia e da Argentina. Para Roberto Dumas, professor de economia do Insper "o choque de oferta causado pela pandemia de Covid-19 atingiu o mundo inteiro, mas o Brasil ainda teve a forte desvalorização da sua moeda, um componente a mais para que a inflação acelerasse" disse, em entrevista à CNN.

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