Brasileiros ligados à yakuza são condenados a 30 anos de prisão por sequestro e morte de empresário japonês

Dois brasileiros foram condenados na Justiça Federal por participarem do sequestro e assassinato do empresário Harumi Inagaki, em 2001, na cidade de Nagoya, no Japão. O crime foi cometido a mando da máfia japonesa, a Yakuza. Na última quarta-feira, a dupla entrou com um recurso contra a decisão.

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Alexandre Miura e Marcelo Yokoyama foram sentenciados, no dia 24 de junho, a 30 anos de prisão pelos crimes de extorsão mediante sequestro com resultado em morte. Eles recorrem em liberdade ao crime.

Outros dois brasileiros, até hoje não identificados, também teriam participado da ação, segundo as investigações da polícia japonesa.

Liderados por um membro da máfia japonesa, Miura e Yokoyama, junto aos outros dois brasileiros, disfarçaram-se com roupas de trabalhadores da construção civil e se posicionaram na frente da residência do empresário Inagaki, dono de casas noturnas em Nagoya.

O homem foi sequestrado quando chegava na casa, por volta das 23h. O objetivo do grupo era conseguir dinheiro através de um pedido de resgate.

Segundo as investigações da polícia japonesa, tiros foram disparados pelo membro da Yakuza que comandava a operação. Ele diz ter apertado o gatilho com o objetivo de fazer o empresário parar de resistir ao sequestro, enquanto os brasileiros tentavam colocá-lo no porta-malas de um carro. Um tiro também foi disparado contra a mulher de Inagaki, que sobreviveu ao episódio

Mesmo com a morte do empresário devido a hemorragia, o grupo seguiu exigindo um resgate para a família do homem. Seu corpo foi amarrado a um barril e despejado em um rio, de acordo com a polícia japonesa.

Como a dupla retornou a Brasil após o crime, o caso é julgado aqui, após um pedido de cooperação internacional ter sido feito ao MPF pelas autoridades japonesas, em 2017.

Procurada, a defesa de Marcelo Yokoyama afirma que o seu cliente é inocente e diz acreditar que a improcedência das acusações será reconhecida. A defesa de Alexandre Miura não foi identificada. O espaço segue aberto.

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