'Brasília está sob controle e criminosos serão punidos', diz interventor do DF

Apoiadores golpistas de Bolsonaro deixam acampamento em Brasília (Foto: Reuters)
Apoiadores golpistas de Bolsonaro deixam acampamento em Brasília (Foto: Reuters)

O interventor federal no Distrito Federal, Ricardo Cappelli reforçou na manhã desta segunda-feira que os terroristas responsáveis pelos atos de vandalismo nos prédios dos Três Poderes neste domingo "seguirão sendo identificados e punidos". "Tudo será devidamente apurado", completou.

"Já estamos em campo novamente. Os criminosos seguirão sendo identificados e punidos. Não permitiremos a continuidade de concentrações que funcionem como incubadoras de planos contra o Estado Democrático de Direito", afirmou Cappelli em postagem no Twitter.

Cappelli fez ainda uma postagem na madrugada desta segunda-feira informando que a situação em Brasília estava controlada.

Intervenção federal no DF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decretou intervenção federal no Distrito Federal para conter golpistas, que invadiram a Esplanada dos Ministérios neste domingo (8). Ricardo Garcia Cappelli, secretário-executivo do Ministro da Justiça Flávio Dino, será o interventor e cuidará da segurança em Brasília, a princípio, até o próximo dia 31 de janeiro.

"A democracia garante o direito de liberdade, mas também exige que as pessoas respeitem as instituições que foram criadas para fortalecer a democracia", declarou o presidente, que havia viajado para Araraquara, no interior de São Paulo, e não estava no Planalto no momento do ataque.

"Vocês nunca leram uma notícia de algum partido de esquerda invadindo o Congresso Nacional, o STF (Supremo Tribunal Federal) e o Palácio do Planalto. Não existe precedente para o que foi feito", ainda disse, prometendo punir os responsáveis.

"Vamos descobrir quem foram os financiadores e todos pagarão com a força da lei esse gesto de irresponsabilidade", assegurou. "É preciso que essas pessoas sejam punidas de forma exemplar para que nunca mais ousem, com a bandeira nacional nas costas, fingindo-se brasileiros, repetirem o que fizeram hoje."