Breque dos apps: confira como foi a greve dos entregadores de aplicativo pelo país

João de Mari
·3 minuto de leitura
Entregadores de aplicativo se reúnem em São Paulo (Foto: Twitter/Reprodução)
Entregadores de aplicativo se reúnem em São Paulo (Foto: Twitter/Reprodução)

Entregadores de aplicativos como Rappi, Loggi, Ifood, Uber Eats e James cruzaram os braços nesta quarta-feira (1º) em ao menos 13 estados e o Distrito Federal, segundo os organizadores, cobrando melhores condições no trabalho, medidas de proteção contra o novo coronavírus e melhor remuneração.

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Em meio à pandemia, um decreto presidencial classificou os serviços de entrega como atividade essencial para fins de enfrentamento da disseminação do vírus. No entanto, há uma série entregadores que denunciam a insuficiência de equipamentos de segurança pessoal, como máscaras e álcool em gel.

Além disso, o modelo de contratação dos entregadores é sem vínculo empregatício, direitos trabalhistas, alimentação e plano de saúde. Ainda há relatos dos trabalhadores sofrerem bloqueios frequentes pelas empresas ao recusar alguma entrega.

Os restaurantes, por outro lado, sentiram impactos da paralisação recebendo poucos ou nenhum pedido. Segundo reportagem apurou, motoboys que trabalham como “fixos” salvaram as poucas entregas.

De acordo com levantamento do site Appbot, publicado no jornal Extra, os cinco principais aplicativos receberam mais de 50 mil avaliações durante o dia, sendo que 96% delas com uma estrela. Dar nota baixa aos serviços era uma das orientações passadas por organizadores para quem não pudesse comparecer às ruas.

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O Breque dos Apps, como foi chamado o movimento nas redes sociais, foi organizado por movimentos da categoria, além de grupos online de entregadores como os “entregadores antifascistas”. Perfis no Instagram e Twitter, como o “treta no trampo”, divulgaram imagens e vídeos.

Confira como foi a greve dos entregadores de aplicativo.

São Paulo

São Paulo contou com vários pontos de encontros. A concentração principal, porém, aconteceu na Avenida Paulista, na capital. O entregadores seguiram o trajeto, planejado com antecedência, passando pela prefeitura da cidade até chegar na Ponte Estaiada, na zona sul.

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Durante todo o dia, uma série de vídeos e imagens das manifestações correram pela internet. Houve paralisação também em cidades da Grande São Paulo como Santo André, Suzano. Além de municípios do interior e litoral como Atibaia e Sorocaba e Santos.

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Rio de Janeiro

A cidade do Rio de Janeiro registrou diversos pontos com paralisação e protestos pela rua da capital. A Praça da Candelária foi o palco principal para as reivindicações dos trabalhadores.

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Além da capital, entregadores de outras cidades como Niterói aderiram à greve.

Minas Gerais

Na capital mineira, Belo Horizonte, os entregadores se reuniram na Praça da Assembléia. As primeiras motos puderam ser vistas a partir das 9h.

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Houve registros em Ceará, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul. Segundo organizadores haverá nova paralisação em breve.

O iFood se manifestou em um vídeo publicado em uma rede social. Afirmou que pagou aos entregadores, no mês de maio, uma média de R$ 21,80 por hora trabalhada. Disse ainda que há seguro contra acidentes pessoais e que criou um fundo para os que apresentam sintomas da Covid-19.

A reportagem entrou em contato com as outras empresas citadas no texto, mas até a publicação não obteve resposta.

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