Briga com Gallardo e título francês com o Lille: saiba quem é Christophe Galtier, técnico na mira do PSG

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Preparando grandes modificações para a próxima temporada, o Paris Saint-Germain está atrás de um novo técnico, e já tem um alvo definido. Trata-se do francês Christophe Galtier, ex-jogador e atual comandante do Nice, que ficou em quinto lugar na última temporada do Campeonato Francês, conquistando uma vaga na Liga Conferência.

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Segundo o jornal francês L’Equipe, o PSG já estaria finalizando os trâmites para confirmar a saída do atual treinador da equipe, o argentino Mauricio Pochettino. Em paralelo, o português Luis Campos, que foi anunciado como novo diretor esportivo do time, já teria encaminhado acerto para Galtier assumir o comando técnico.

Quando todas as especulações apontavam para o ex-técnico do Real Madri Zinedine Zidane como favorito para a vaga (além de nomes como Thiago Motta, Joachim Löw, Antonio Conte e Marcelo Gallardo correndo por fora), o nome de Galtier começou a ganhar cada vez mais força nos últimos dias. Segundo o Le Parisien, o presidente do clube, Nasser Al-Khelaïfi, entrou em contato diretamente com o presidente de Nice, Jean-Pierre Rivère , para fazer uma consulta sobre Galtier.

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Luis Campos conhece bem o treinador, uma vez que trabalharam juntos no Lille em 2017, quando a equipe conseguiu bons resultados. Depois de salvar o time do rebaixamento na primeira temporada, foi vice-campeão em 2019 e terminou em quarto em 2020. Mas a grande conquista viria na temporada 2020/2021, quando o time conquistou a Ligue 1, superando o próprio PSG — contudo, Campos havia deixado o clube seis meses antes.

“Se eles querem, não devem demorar”, disse o diretor esportivo do Nice, Julien Fournier, sobre a situação de Galtier, que tem vínculo com o clube até junho de 2023.

Carreira como atleta e técnico

Nascido em Marselha, Galtier tem 55 anos de idade e uma longa carreira como jogador de futebol no futebol francês. Estreou em 1985 com a camisa do Olympique de Marseille, onde jogou por duas temporadas, antes de ser contratado pelo Lille, onde ficou por mais três anos. Ele também atuaria mais três anos pelo Toulouse e mais um ano pelo Angers e outro pelo Nimes, antes de retornar ao Marseille — ele ainda passaria pelo Monza e pelo Liaoning Yuandong, da China, antes de se aposentar.

Logo após pendurar as chuteiras, ele fez um mestrado e passou atuar como assistente técnico por uma década. Na França, passou por Olympique de Marseille, Bastia, Sochaux, Lyon e Saint Etienne, além de experiências no exterior com Aris Thessaloniki (Grécia), Al Ain (Emirados Árabes Unidos) e Portsmouth (Inglaterra), trabalhando com nomes como o brasileiro Abel Braga, o espanhol Javier Clemente e os franceses Bernard Casoni e Alain Perrin, atuando como interino em algumas dessas equipes.

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Em um episódio curioso, em seu primeiro ano como assistente em Marselha, ele atacou Marcelo Gallardo (então camisa 10 do Mônaco) no túnel durante o intervalo de um jogo e recebeu uma suspensão de 6 meses. No livro Gallardo Monumental, o atual técnico do River relembrou esse episódio:

“Acabou o primeiro tempo... e entramos no túnel. Naquela época, não era costume sair todos juntos. E aí vem a emboscada. Acontece que havia uns caras da segurança privada na porta do túnel. Fui um dos últimos a entrar no túnel e quando entrei senti um 'pack', como se algo estivesse fechando, e de fato a segurança tinha cortado a entrada do túnel. Lá dentro, estava Galtier esperando por mim. Ele falou um pouco comigo em espanhol, ele meio que agarrou meu cabelo, eu me fiz de bobo, e, quando eu saio, vejo pelo canto que ele vai jogar um abacaxi e dar cotovelada no meio do rosto. Lá, um segurança me agarrou por trás, com um braço em volta do meu pescoço, os jogadores do Marseille vieram e começaram a me bater pela frente sem parar. Sei lá, deve ter uns 15 ou 20 segundos que eles me chutaram para todo lado.”

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Algum tempo após o episódio, Galtier se tornaria treinador do Saint-Etienne, em 2009, onde ficaria por oito temporadas. Em geral, fez boas campanhas: com exceção do primeiro ano, em que terminou em 17º na Ligue 1, o time sempre ficou entre o quarto e o décimo lugar, e conquistou a Copa da Liga Francesa na temporada 2012/2013. Sob seu comando, o time também disputou quatro edições da Liga Europa, mas acabou não passando da fase 16 avos de finais.

Galtier, então, seria contratado pelo Lille no final de 2017, para substituir Marcelo Bielsa. Com ele no banco, o time selou a permanência na primeira divisão francesa. Em 2018/2019, com um orçamento maior, Galette, como é conhecido, surpreendeu ao golear o Paris Saint-Germain por 5 a 1 pela Ligue 1. O time terminaria aquela edição do torneio em quarto lugar, após a sua interrupção, com dez datas restantes, por conta da pandemia de Covid-19.

O auge viria na temporada 2020/2021, quando ele levou o Lille ao título francês, superando o PSG e levando Galtier ao status de um dos melhores estrategistas do futebol local. Em seguida, ele foi contratado pelo Nice, com quem terminou a última temporada do campeonato francês em quinto lugar.

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