Briga entre presos termina com 4 mortos em São Luís (MA)

Ernesto Batista
Estadão Conteúdo

Uma briga entre presos na penitenciária de Pedrinhas, em São Luís, no Maranhão, resultou em quatro mortos. Segundo nota da Secretaria de Estado de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap), as vítimas eram membros da mesma facção criminosa, foram mortas a facadas e três deles tiveram as cabeças decapitadas.

Ainda de acordo com a nota da Secretaria, o motim foi contido por homens do Grupo Especial de Operações Penitenciárias (Geop), com apoio da Força Nacional, e a situação é considerada controlada.

"O estabelecimento passa por uma revista completa. A Sejap informa, ainda, que os crimes estão sendo investigados pela Delegacia de Homicídios. De acordo com as primeiras informações, a rivalidade entre os membros do grupo motivou o confronto na unidade prisional", diz a nota.

Esta é a terceira briga entre presos registrada em Pedrinhas que resulta em vítimas fatais. A maior confusão aconteceu em outubro, deixou nove mortos e 20 feridos e terminou com a decretação de estado de emergência no sistema prisional maranhense.

Ao todo, este ano já foram confirmadas a morte de 41 presidiários em Pedrinhas, um número superior aos registrados em 2011 (17 mortes) e 2010 (11 mortes) juntos e corresponde a 30% do número de mortes registradas na casa de detenção maranhense desde 2007. Quatorze dos casos registrados este ano ocorreram em outubro por conta da guerra entre os dois grupos criminosos.

A onda de confrontos mais recente dentro do presídio começou na noite de 1º de outubro e, na ocasião, cinco presos foram mortos e dois detentos e um agente penitenciário ficaram feridos em duas brigas entre membros do Primeiro Comando do Maranhão (PCM), facção criminosa maranhense ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), e do Bonde dos 40, que brigam pela posse de pontos de tráfico de drogas na capital e dentro da unidade prisional.

Além das mortes, 85 presos já conseguiram escapar de Pedrinhas este ano e desde outubro pelo menos outras cinco fugas em massa foram evitadas.