Brigadistas foram soltos pela Justiça, afirma advogado

RIO — Os quatro brigadistas presos em Alter do Chão, no Pará, acusados de atear fogo na floresta foram soltos pela Justiça, segundo o advogado Michel Durans.

De acordo com ele, o alvará de soltura já foi emitido pelo juiz Alexandre Rizzi. Esse é o mesmo magistrado que havia decidido pela prisão preventiva do grupo na véspera.

João Victor Pereira Romano, Daniel Gutierrez Govino, Marcelo Aron Cwerner (diretor, vice e tesoureiro da ONG Aquífero Alter do Chão) e Gustavo de Almeira Fernandes (diretor de logística da ONG Saúde e Alegria, que atua há 32 anos na região) foram acusados de dano direto à unidade de conservação e associação criminosa.

Na manhã desta quinta-feira, o Ministério Público Federal do Pará (MPF-PA) enviou uma manifestação à 1ª Vara da Comarca Criminal de Santarém questionando a competência da Polícia Civil do estado na apuração dos incêndios florestais na região de Alter do Chão.

Além disso, o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), determinou na tarde desta quinta-feira a substituição do chefe do inquérito da Polícia Civil. No lugar do delegado José Humberto Mello Jr. Barbalho, entrou o diretor da Polícia Especializada em Meio Ambiente, delegado Waldir Freire.