Brigitte Bardot é multada em cerca de 20 mil euros por insultos racistas

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A atriz francesa Brigitte Bardot, de 87 anos, deverá pagar multa de cerca de R$ 128 mil reais (20 mil euros) após ter sido condenada em um tribunal de Saint-Denis nesta quarta feira por insultos racistas aos moradores da ilha francesa de Reunião, localizada no Oceano Índico.

Condenado por cumplicidade, o assessor de imprensa da atriz, Bruno Jacquelin, deverá pagar também a soma de cerca de R$ 25 mil reais.

Em carta enviada em 2019 ao governo da ilha de Reunião ela comparou a localidade à "Ilha do Diabo, cuja população é "degenerada ainda imbuída das tradições bárbaras das suas raízes". O objetivo da carta, segundo a atriz, era denunciar supostas práticas de maus tratos aos animais. Ela relatou que eles estavam sendo "feridos, envenenados e amputados" e citou que era comum usar cães ou gatos como isca para a pesca de tubarões, bem como "decapitar cabras e bodes em festivais indígenas".

Tudo tem reminiscências de canibalismo de séculos passados. (…) Tenho vergonha desta ilha, da selvageria que ainda reina lá", escreveu a ex-estrela do cinema francês, que desde 1973 dedica a vida a causa animal.

Os insultos provocaram grande indignação na ilha. Annick Girardin, à época a ministra francesa dos Territórios Ultramarinos, enviou uma carta aberta a Bardot na qual dizia que "o racismo não é uma opinião, é um crime".

A advogada de defesa argumentou que "a defesa dos animais é a vida de Brigitte Bardot" e que o sofrimento dos animais é uma realidade no departamento francês.

Várias associações francesas que lutam contra o racismo e a discriminação, a liga de direitos humanos e associações e grupos religiosos hindus, em particular, apresentaram uma queixa-crime contra Bardot. A ex-atriz se desculpou justificando a sua raiva pelo que considera ser o "destino trágico" dos animais da ilha.

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