Britânico acusado por mais de 130 crimes sexuais on-line condenado a 32 anos

Matthew Falder em 16 de outubro de 2017 em imagem divulgada pela Agência Nacional do Crime britânica (NCA)

Um cientista britânico considerado culpado de 137 crimes online, incluindo incitação ao estupro de uma criança de quatro anos, foi condenado nesta segunda-feira a 32 anos de prisão em Birmingham (centro).

Matthew Falder, de 29 anos, que se apelidava "evilmind" (mente do mal) e "666devil" (666diabo), fingia ser uma mulher, uma artista, para se aproximar de suas vítimas e pedir a elas para enviar fotos nuas.

Ele teria feito mais de 50 vítimas, de crianças muito jovens a pessoas na casa dos 30 anos. Postava e comentava imagens degradantes das vítimas em sites, de acordo com a Agência Nacional di Crime (NCA). Também filmou pessoas que conhecia durante o banho, depois de instalar câmeras escondidas em vários locais.

O juiz Philip Parker descreveu "uma história de depravação sem limites", cujos efeitos sobre as vítimas foram "devastadores".

"Falder é um indivíduo extremamente manipulador que claramente tem prazer em humilhar suas muitas vítimas (...) Ele deliberadamente atacava vítimas jovens e vulneráveis, pelo menos três das quais tentaram se suicidar", disse o promotor em um comunicado.

O geofísico, formado pela prestigiada Universidade de Cambridge, e pós-doutorando na Universidade de Birmingham, foi preso em seu local de trabalho em junho de 2017 e reconheceu os fatos.

"Em trinta anos de carreira, nunca vi crimes tão horríveis, cujo único propósito é causar sofrimento e angústia", comentou um dos investigadores, Matt Sutton, citado pela NCA.

"Foi uma investigação extremamente complexa sobre um prolífico predador on-line que durante vários anos acreditou que poderia escapar da lei e explorar sexual e sadisticamente as vítimas vulneráveis", disse ele.