BRT do Samba é cancelado e consórcio divulga 'carta de apoio' ao gênero

Consórcio afirma que não foi investido verba pública municipal no projeto do BRT do Samba

RIO — Um dia após o cancelamento do Trem do Samba, anunciado pelo organizador, Marquinhos de Oswaldo Cruz, o BRT do Samba, evento paralelo que aconteceria também na próxima segunda-feira (2), também foi suspenso. Por meio de uma "Carta de apoio ao samba", o consórcio ainda informou que estaria disposto a doar a Marquinhos o valor que seria investido na roda de samba do BRT.

"E quando estamos prestes a concretizar esse sonho, juntos, BRT e Trem, somos assolados pela notícia de que o nosso padrinho não poderá nos acompanhar. Não, não podemos deixar isso acontecer", diz um trecho do comunicado, que reforça a ideia de que jamais houve a intenção de substituir o Trem do Samba pelo BRT do Samba.

"Não temos muito, nossa festa seria bem mais humilde, mas oferecemos tudo o que temos ao senhor. É tudo seu, mestre", afirma a nota, referindo-se a Marquinhos.

— Não fui procurado pelo consórcio, mas acredito que a quantia não cobriria os custos do Trem do Samba. Temos que fazer um evento com dignidade, sem ser precário — defende o sambista, que estima em R$ 700 o valor de custo para a realização de uma edição do Trem. — Ano passado já tivemos um aumento de furtos e um número pequeno de banheiros químicos. Não dá para ficar fazendo tudo na cara e na coragem — argumenta.