BRT Transbrasil: terminal intermodal em São Cristóvão deverá despejar 60 mil passageiros no VLT

Quando estiver em pleno funcionamento, até o final do segundo semestre do ano que vem, o Terminal Intermodal Gentileza (TIG), do BRT Transbrasil, deverá receber cerca de 130 mil passageiros, por dia. Desses, cerca de 60 mil completarão a viagem por VTL, prevê a prefeitura. Um dos objetivos do projeto é aumentar a demanda de passageiros dos trens elétricos.O início das demolições dos prédios administrativos do antigo Gasômetro, em cujo terreno será erguido, em São Cristóvão, nesta quinta-feira, marcaram uma nova fase de implantação do terminal que fará a integração entre os dois modais e os ônibus.

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— A gente vai concluir o corredor até o fim do ano, mas a operação com toda a sua capacidade só vai acontecer com esse terminal pronto. A grande vantagem dele é possibilitar a integração total com o VLT. É um terminal que terá três modais: ônibus, VLT e BRT — disse o prefeito Eduardo Paes, ao participar do início da demolição dos prédios do antigo Gasômetro.

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Segundo Paes, a principal vantagem do terminal integrado é permitir que passageiros que vêm de BRT e precisem continuar a viagem poderem utilizar o VLT, se forem para o Centro, ou fazer a integração com os ônibus municipais, caso o destino seja a Zona Sul, sem precisar pagar outra passagem. A construção do terminal foi incluída na PPP do VLT. A empresa VLT Carioca, que opera os trens, vai gastar cerca de R$ 250 milhões para levar os trilhos até o Caju e será ressarcida pela prefeitura em parcelas mensais nos próximos anos.

— Essa obra foi feita como aditivo à PPP do VLT, que tem que trazer esse modal do lado de cá. Aqui tem também uma coisa importante em relação ao VLT que é ter conseguido chegar com o modal do lado de São Cristóvão, um bairro que chamaria de interesse de expansão — explicou Paes.

A previsão da prefeitura é iniciar em janeiro o que chama de "operação assistida" do BRT Transbrasil, antes mesmo que o terminal intermodal esteja pronto. Num primeiro momento, as pistas em concreto construídas para o corredor expresso entre Deodoro e o Caju não serão segregadas das demais faixas da Avenida Brasil.

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— A gente vai começar a fazer um operação assistida na Transbrasil em janeiro de 2023. Aqui já vai ter a baia para o BRT e para a conexão com os ônibus intermunicipais. Não vai ter ainda a ligação com o VLT. Mas ou menos em outubro o TIG vai estar pronto e o terminal vai atingir toda sua funcionalidade — disse a secretária municipal de Transportes, Maína Celidônio.

A secretária explicou que quando o terminal estivar pronto poderá haver mudanças no trajeto de algumas linhas de ônibus. Mas, será apenas num segundo momento da operação do novo corredor e vai depender de estudos de demanda.

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—Vamos ver como fica o comportamento da demanda e a ideia é, sim, conseguir seccionar algumas linhas para canalizar tudo para o BRT. Mas isso será num segundo momento, após o pleno funcionamento do corredor e a gente entender como é que está essa demanda. Em relação às linhas intermunicipais isso depende do estado licitar seus serviços articulados. Então a gente vai conviver na calha com o BRT municipal e com as linhas intermunicipais.

Maína disse que a principal importância do terminal intermodal é interligar outros corredores, como Transolímpica e Transcarioca , além de fazer a ligação da Avenida Brasil com o centro da cidade, através da integração com o VLT.

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—Vai ser um terminal intermodal muito importante para a cidade que vai conseguir unir esse importante corredor da Transbrasil, com um VLT, que é um modal limpo, de alta qualidade e que ainda não atingiu seu pleno potencial.

O projeto de BRT TRansbrasil é composto por quatro terminais (Deodoro, Margaridas, Missões e Gentileza ) e 18 estações. Os terminais Margaridas e Missões são considerados mais de utilidade intermunicipal do que municipal e, por isso, num primeiro momento não haverá embarque nem desembarque neles, mesmo estando prontos até o fim do ano.

A estrutura do terminal intermodal em São Cristóvão será de material reaproveitado do Centro Internacional de Transmissão (IBC), mais uma etapa do Legado Olímpico.

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