Brumadinho: animais sentiram antes rompimento da barragem

Muitos animais conseguiram ouvir ou sentir a vibração da terra antes dos humanos, segundo especialista da Unesp. (Foto: Flávio Tavares/Hoje em Dia/Futura Press)
Muitos animais conseguiram ouvir ou sentir a vibração da terra antes dos humanos, segundo especialista da Unesp. (Foto: Flávio Tavares/Hoje em Dia/Futura Press)

Sobreviventes da tragédia em Brumadinho (MG) contaram que, antes de ouvirem o estrondo e notarem a avalanche de lama que varreu a região, perceberam um comportamento atípico em animais como vacas, cachorros e galinhas. As informações são do portal UOL.

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Isso acontece porque os bichos possuem sentidos mais aguçados do que os humanos e, de fato, sentiram a vibração ou o barulho provocado rompimento da barragem. A tragédia, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira, matou 150 pessoas e deixou 182 pessoas desaparecidas.

Em entrevista ao UOL, o professor de Zoologia e comportamento animal da Unesp (Universidade Estadual Paulista) Carlos Alberts explicou que os movimentos gerados pelo rompimento da barragem emitem sons extremamente baixos ou infrassons, que vibram em uma frequência que o ouvido humano não consegue captar.

“A barragem não rompe de uma vez só. Ela tem movimentos anteriores ao rompimento completo”, disse.

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Entre os muitos casos que aconteceram em Brumadinho, o de Lieuzo Luis dos Santos chamou atenção. Ele contou, em entrevista à TV Globo, que não ouviu som algum antes do rompimento da barragem, mas notou os bois e vacas correndo antes que o chão abrisse.

De acordo com o especialista, isso pode ter acontecido tanto pelo som ouvido pelos animais, ou pelo tato, devido ao contato das patas com a terra. Cachorros e galinhas também apresentaram um comportamento estranho segundo moradores da região do Córrego do Feijão.

“A galinha é uma ave, pode ter notado mudança do ar. As massas de ar são deslocadas quando a barragem é rompida. Também podem notar modificações de cheiro. Elas são muito sensíveis e dependem de perceber essas coisas para sobreviver”, apontou o professor da Unesp ao UOL. “Os animais não erram, eles percebem antes da gente”, garantiu o especialista.

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