Brumadinho: mais de dois anos após tragédia que matou 270 pessoas, consultoria TÜV SÜD é julgada na Alemanha

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A Justiça alemã começou a julgar nesta terça-feira, em Munique, a responsabilidade da consultoria TÜV SÜD, que atestou a estabilidade da Barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho, Belo Horizonte, poucos meses antes do episódio de demoronamento que levou à morte 270 pessoas no início de 2019. A empresa é acusada de falsificar o certificado de liberação da estrutura da Vale do Rio Doce, que entrou em colapso no dia 25 de janeiro daquele ano.

Responsabilidade:PF indica que perfurações feitas pela Vale provocaram desmoronamento de barragem

Após mais de dois anos da tragédia, pela qual funcionários da Vale e da consultoria alemã respondem por homicídio doloso duplamente qualificado, além de crimes ambientais, ninguém foi preso ou julgado no Brasil. Diferentes investigações foram realizadas pela Polícia Civil, pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e pelo Ministério Público Federal (MPF), que seguem sem conclusões. Para reparação ambiental e socioeconômica, a mineradora teve, por enquanto, R$ 10 bilhões bloqueados e tem pago auxílio emergencial a familiares das vítimas. Alguns negociaram indenizações individuais com a empresa.

Participaram da audiência de hoje familiares de Isabela Barroso Câmara Pinto, que era engenheira da Vale quando a barragem se rompeu e morreu soterrada. O prefeito de Brumadinho, Alvimar de Melo Barcelos, que busca a indenização da empresa para o município, também compareceu à audiência.

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