Brumadinho recebe megapintura em campo utilizado nos resgates de 2019: 'ajudar a criar futuro melhor', diz artista

O campo de futebol usado de base pelos Bombeiros nos trabalhos de resgate durante a tragédia de Brumadinho recebeu uma nova cara. O artista plástico francês Saype realizou no local uma de suas megapinturas, retratando duas mãos entrelaçadas, num trabalho que faz parte do projeto Beyond Walls, com pinturas de "correntes humanas" para chamar a atenção para problemas do mundo e que utilizam tinta 100% biodegradável.

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Brumadinho é uma das 30 cidades selecionadas para o projeto. No Brasil, o artista também esteve no Rio, onde pintou as mãos entrelaçadas na Praia de Copacabana e no Morro do Zinco, no Estácio. No Córrego do Feijão, local da nova pintura, Saype explicou que o intuito é ressignificar o espaço que ficou conhecido pela tragédia que vitimou 272 pessoas.

-- Espero que minha arte possa ajudar as pessoas a criarem um futuro melhor -- afirmou o artista, em entrevista à TV Globo. -- As mãos entrelaçadas simbolizam a necessidade de busca por soluções para os problemas globais.

A tinta, desenvolvida pelo próprio artista, é 100% biodegradável e utilizada nos seus desenhos na terra, areia e grama. As pinturas são temporárias, e com o tempo desaparecem. Em Brumadinho, a expectativa é que a megapintura dure por cerca de 30 dias.

Saype foi pioneiro no movimento que une a arte urbana e a chamada "land art", que se debruça sobre terrenos naturais nas intervenções. O nome artístico Saype é uma contração do inglês "Say Peace" e foi escolhido por Guillaum Legros (nome de batismo do artista) para representar seu trabalho como um artista ativista pela paz. Em Minas, além da intervenção, ele participou do seminário “Arte e Memória: narrativas para transformação - o Legado de Brumadinho”.

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