Bruna Griphao e Gabriel, do 'BBB 23': os 5 sinais para saber se um relacionamento é saudável ou não

Durante a exibição do Big Brother Brasil 23 neste domingo, o apresentador do programa da TV Globo, Tadeu Schmidt, conversou com os participantes da casa sobre o relacionamento de dois jogadores que tem chamado a atenção dos espectadores: a atriz Bruna Griphao e o modelo Gabriel Tavares.

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— Deixa eu falar umas frases que eu reuni nas últimas horas. Cara de Sapato (participante) falando sobre o casal Gabriel e Bruna: “Vocês são um casal muito chato”. Tina falando sobre o mesmo casal: “Vocês dois são tóxicos”. Fora algumas caras incomodadas diante de certas cenas entre Gabriel e Bruna. Vocês estão percebendo que tem alguma coisa errada? Estou aqui para fazer um alerta antes que seja tarde — disse o apresentador.

Algumas atitudes e comportamentos dos envolvidos na relação, como a preocupação excessiva de Bruna em defender Gabriel no programa e falas por vezes agressivas do modelo em direção à atriz, têm dado indícios de que ambos podem estar fazendo parte de um relacionamento tóxico.

— Quem está envolvido em um relacionamento, talvez, nem perceba, ache que é normal. Mas quem tá de fora consegue enxergar quando os limites estão prestes a serem gravemente ultrapassados. Olha esse diálogo que aconteceu ontem. Bruna falando: “Eu sou o homem da relação”. Gabriel falando: “Mas já já você vai tomar umas cotoveladas na boca'". Gabriel, em uma relação afetiva, certas coisas não podem ser ditas nem de brincadeira. Esse é o recado que eu queria deixar para vocês — acrescentou Tadeu.

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Mas a que é preciso estar atento para saber se o relacionamento é saudável ou não? Para a psicóloga Florencia Berrade, cada pessoa dá maior importância a características diferentes, mas existem "bandeiras verdes" que são indícios positivos de que as pessoas cuidam de seus relacionamentos afetivos.

— Tendo crescido na era "Disney" do amor romântico, acho pertinente definir um relacionamento saudável como aquele vínculo do qual você não precisa, mas que, por algum motivo, te faz sentir melhor e você consensualmente escolhe mantê-lo, sem nenhum tipo de coerção — afirma a psicóloga.

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Conheça 5 sinais para saber se o relacionamento é saudável

Comunicação

A boa comunicação é baseada na expressão clara e assertiva e na escuta ativa. Para Berrade, a primeira característica inclui ser capaz de falar sobre suas emoções em primeira pessoa. Ela também garante que isso evita criticar o outro e, em vez disso, abre caminho para uma conversa que deixe claro seus próprios desejos.

Por exemplo, em vez de reclamar que o(a) parceiro(a) não sai do celular no momento em que vocês estão juntos, vale trocar a crítica por um pedido como: "quando jantamos juntos, gostaria que você usasse menos o celular para compartilhar um momento mais íntimo comigo", exemplifica a especialista. Ela esclarece que é importante deixar de lado a atitude defensiva e pensar que o diálogo ocorre entre pares que têm os mesmos objetivos.

Em relação à escuta ativa, um bom indicador é a empatia. Demonstre interesse pela opinião de seu par e valide-a.

— Dar espaço apesar de não concordar significa dar a possibilidade à existência do que o casal sente e pensa, e não necessariamente uma coincidência de opinião — aponta Berrade.

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Acordos

— A chave para qualquer relacionamento bem-sucedido é chegar a um acordo — diz Kate Moyle, psicoterapeuta de relacionamento e apresentadora do podcast The Sexual Wellness Sessions. —Sempre haverá uma luta entre as necessidades individuais de cada um dos membros da relação e não devemos esperar estar perfeitamente alinhados ou de acordo em tudo.

Na mesma linha, a psicóloga clínica e instrutora de mindfulness, Bárbara Ayub, explica que se, às vezes, não há discussões ou desentendimentos é porque uma das partes está cedendo muito ou não tem interesse na relação. Tudo deve ser dado na sua justa medida e tentando alcançar um equilíbrio.

Individualidade

Nenhuma das pessoas que fazem parte do vínculo amoroso deve se sentir obrigada a estar disponível 24 horas por dia uma para a outra. A cultura do imediatismo em que a sociedade está submersa pela tecnologia mostra que, se uma mensagem não é respondida com rapidez suficiente, é porque não há interesse.

— A verdade é que além dos vínculos afetivo-sexuais, o casal deve poder ter outras atividades : profissionais, sociais, de lazer, momentos de solidão, etc — afirma Ayub.

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Independência

Segundo Berrade, a independência emocional baseia-se no fato de que os membros do vínculo amoroso sabem que são capazes de gerar felicidade, satisfação ou emoções positivas para si mesmos — individualmente — e sem a necessidade de se sentirem obrigados a isso pelo(a) parceiro(a). Da mesma forma, a profissional enfatiza a importância de assimilar que essas emoções positivas que são geradas não dependem de "permanecer ou não no vínculo", mas podem ser obtidas por iniciativa própria.

Empoderamento

— Um relacionamento deve nos fortalecer e nos levar ao engrandecimento pessoal. E não limitar nossas habilidades, projetos ou objetivos pessoais — diz a Berrade.

Ela acrescenta que os casais devem procurar promover todos os aspectos positivos do outro e até colaborar com a melhoria daquelas características negativas que seu amante possa ter.

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‘Bandeiras vermelhas’

Mas a que é preciso estar atento para saber se o relacionamento é saudável ou não? Para a psicóloga Florencia Berrade, cada pessoa dá maior importância a características diferentes, mas existem "bandeiras verdes" que são indícios positivos de que as pessoas cuidam de seus relacionamentos afetivos.

— Tendo crescido na era "Disney" do amor romântico, acho pertinente definir um relacionamento saudável como aquele vínculo do qual você não precisa, mas que, por algum motivo, te faz sentir melhor e você consensualmente escolhe mantê-lo, sem nenhum tipo de coerção — afirma a psicóloga.

Como sair de um relacionamento tóxico?

— Levante a mão e sempre peça ajuda. Você não precisa ser capaz sozinho ou sozinha. Não é fácil sair de um relacionamento onde as bandeiras vermelhas prevalecem, principalmente porque são acompanhadas de atitudes de manipulação que tornam esse abuso invisível aos olhos de quem o recebe — afirma Berrade, que acrescenta:

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— Acho que uma ferramenta ou recurso fundamental é poder falar sobre como os comportamentos saudáveis ​​ou funcionais impactam em um relacionamento. (É importante) torná-los visíveis nas conversas entre familiares e amigos para que sejam mais fáceis e rápidos de identificar quando os vivenciamos na nossa própria carne.

Por fim, Ayub enfatiza que uma boa alternativa para trabalhar os relacionamentos é pensá-los como carentes de cuidado, atenção, carinho e, sobretudo, revisão por meio do diálogo.

— Nunca tomamos nada como certo, os acordos são essenciais e sugiro revisá-los em cada etapa do ciclo de vida — conclui.