Bruna Surfistinha em série, Maria Bopp reflete sobre prostituição, mudanças de carreira e assédio

Leonardo Ribeiro

Protagonista de “Me chama de Bruna”, em que as três primeiras temporadas estão no Globoplay e a quarta e última no app da Fox, Maria Bopp viu sua vida se transformar pela visibilidade e pela importância dos temas tratados na série.

Como foi interpretar uma personagem real?

Bruna já está no imaginário de muita gente, a mulher que escolheu se prostituir, mas na série aprofundamos essa história, que tem muitas camadas. É um papel que me abriu muitas portas. Eu, por exemplo, não era atriz antes da série. Agora, sou.

 

Depois da série, a sua visão sobre prostituição mudou?

Num mundo utópico, a prostituição não existiria. Muitas mulheres entram nessa vida por falta de escolha, por sofrerem coerção. Mas não as condeno nem as culpo. Condeno o machismo que as empurra para essas condições.

Você conheceu a Raquel Pacheco?

Sim, e nos falamos até hoje. Logo no início, Raquel me mandou uma mensagem dizendo que se viu em mim. Isso dá um gás. Na última cena, ela apareceu no set, nos abraçamos, e comecei a chorar.

 

O assédio aumentou?

Recebi nudes não solicitadas, mas nada que mulheres já não sofram diariamente, infelizmente.

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