Bruno Covas defende ida ao Maracanã e critica "lacração": "É direito meu"

Colaboradores Yahoo Notícias
·2 minuto de leitura
Bruno Covas, (PSDB) Mayor of São Paulo, during a press conference on measures to combat the Coronavirus, (COVID-19) on Sept. 18, 2020 at the Palácio dos Bandeirantes in Sao Paulo, Brazil. During the press conference, Governor Joao Doria confirmed that the plan for optional resumption of staggered face-to-face classes is maintained for October 7 for high school students and Youth and Adult Education (EJA) of the state network. (Photo: Roberto Casimiro/Fotoarena/Sipa USA)(Sipa via AP Images)
Foto: Roberto Casimiro/Fotoarena/Sipa USA via AP Images
Foto: Roberto Casimiro/Fotoarena/Sipa USA via AP Images

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), se pronunciou após ter sido criticado por assistir à final da Copa Libertadores da América, no último sábado (30), no Maracanã (RJ). Torcedor do Santos, derrotado pelo Palmeiras na decisão, o tucano disse estar em “licença não remunerada”, defendeu seu direito de ir ao estádio e reclamou da “lacração da internet”.

“Depois de 24 sessões de radioterapia, meus médicos me recomendaram 10 dias de licença para recuperar as energias. Isso foi até a última quinta (28). Resolvi tirar mais três dias de licença não remunerada para aproveitar uns dias com meu filho. Fomos ver a final da Libertadores da América no Maracanã, um sonho nosso”, escreveu Covas em seu Instagram.

Leia também

Em seguida, o prefeito afirmou ter respeitado os protocolos sanitários contra a Covid-19, o que não foi visto durante a partida, já que os cerca de 5 mil convidados pelos dois times e pela Conmebol ficaram aglomerados em um único setor do estádio.

“Respeitamos todas as normas de segurança determinadas pelas autoridades sanitárias do Rio de Janeiro. Mas a lacração da internet resolveu pegar pesado. Depois de tantas incertezas sobre a vida, a felicidade de levar o filho ao estádio tomou uma proporção diferente para mim. Ir ao jogo é direito meu. É usufruir de um pequeno prazer da vida. Mas a hipocrisia generalizada que virou nossa sociedade resolveu me julgar como se eu tivesse feito algo ilegal. Todos dentro do estádio poderiam estar lá. Menos eu”, reclamou.

Covas recebeu críticas tanto da esquerda, que cobrou do prefeito um bom exemplo à população para conter o avanço da Covid-19 em São Paulo, quanto da extrema-direita bolsonarista, que minimiza a gravidade da pandemia e defende medicamentos ineficazes contra o coronavírus.

“Quando decidi ir ao jogo tinha ciência que sofreria críticas. Mas se esse é o preço a pagar para passar algumas horas inesquecíveis com meu filho, pago com a consciência tranquila”, concluiu o prefeito.