Bruno Covas lutava contra o câncer desde outubro de 2019

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SÃO PAULO — O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), que morreu neste domingo, lutava contra o câncer desde outubro de 2019 quando se internou para tratamento de infecção na pele e um exame detectou um tumor no aparelho digestivo. Desde então, o tucano se submeteu a vários tratamentos, o que o levou a perder peso e os cabelos. Veja como foi a luta de Covas contra o câncer:

O prefeito Bruno Covas é internado para tratamento de uma erisipela, infecção que atinge vasos linfáticos logo abaixo da camada cutânea. O tratamento é feito com antibióticos e antiinflamatórios via intravenosa. Nos dias seguintes foram detectados trombose venosa e tromboembolismo pulmonar. Foi realizado um pet scan que mostrou a existência de um tumor no trato digestivo. Ele é submetido a laparoscopia diagnóstica.

O prefeito Bruno Covas é diagnosticado com câncer na cárdia, localizada na transição entre o estômago e o esôfago. O câncer foi identificado como adenocarcinoma. Foram ainda identificadas duas lesões, uma no fígado e outra nos linfonodos, provocadas por metástase.

É realizado procedimento para demarcação da lesão tumoral e Covas apresenta sangramento intra-hepático. É internado na UTI e o sangramento é controlado. Ele deixou a UTI no dia 13 de dezembro

Após quatro meses de quimioterapia, exames mostram regressão no tumor na região do esôfago e nas lesões no fígado. Linfonodos ainda permanecem aumentados. Covas começa a fazer sessões de radioterapia

Novos exames de controle mostram que o câncer persiste nos linfonodos. Médicos decidem iniciar nova fase do tratamento, baseado em imunoterapia, que possibilita que o próprio sistema imune do paciente combata a doença. As infusões duram cerca de 30 minutos e são realizadas a cada três semanas.

No último boletim de 2020, os médicos anunciaram que os exames demonstraram eficácia da imunoterapia e anunciaram que o prefeito seria submetido a sessões de radioterapia. As sessões de imunoterapia permanecem.

Foi anunciado término da etapa de radioterapia e o prefeito tira 10 dias para repouso e cuidados pessoais. Médicos anunciam que a continuidade do tratamento seria com imunoterapia e exames

Boletim médico informa que exames mostraram sucesso da radioterapia no controle dos linfonodos, próximos ao estômago. Porém, surgiu um novo nódulo no fígado. A equipe decidiu interromper a imunoterapia e retomar quimioterapia convencional, com quatro sessões de 48 horas, a cada 14 dias

Covas é internado para exames. São descobertos novos pontos de doença no fígado e nos ossos. O tratamento é ajustado com quimioterapia e imunoterapia.

Depois de 12 dias internado, Covas recebe alta hospitalar. Médicos afirmam que a internação se prolongou porque exames detectaram acúmulo de líquido no espaço entre os pulmões e a pleura, dentro da caixa torácica. Ele foi submetido a drenagem pleural e apresentou melhora. A intenção dos médicos era prosseguir com quimioterapia e imunoterapia.

Covas pede licença da prefeitura e é internado. Uma endoscopia identificou sangramento no tumor inicial. Covas é internado na UTI e intubado. Dois dias depois, sai da UTI