Caso Bruno e Dom: 'Se há um mandante, é um comerciante', diz Mourão

Vice-presidente Hamilton Mourão (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Vice-presidente Hamilton Mourão (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta segunda-feira (20) que se houver um mandante do assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, deve ser um comerciante da região, segundo o portal Metrópoles. A declaração foi feita ao chegar em seu gabinete na Vice-Presidência, em Brasília.

“Ninguém fica feliz com a morte estúpida como a que aconteceu do Bruno e do Dom. Agora, é uma região pobre, Atalaia do Norte é um município de 20 mil habitantes com carências inúmeras, vive de um pequeno comércio, de fundo de participação de município. Essas pessoas aí que assassinaram covardemente os dois são ribeirinhos”, falou Mourão.

“Vai aparecer se há um mandante. Mas se há um mandante, é um comerciante da área que estava se sentindo prejudicado pela ação, principalmente do Bruno e não do Dom, né? O Dom entrou de gaiato nessa história, foi dano colateral”, acrescentou.

O vice-presidente também comparou o caso com crimes que ocorrem em periferias das grandes cidades. “Isso é um crime que aconteceu num momento quase que de uma emboscada. Um assunto que vinha se arrastando, vamos dizer. Na minha avaliação, deve ter ocorrido no domingo. Domingo essa turma bebe, se embriaga, mesma coisa que acontece aqui na periferia das grandes cidades”, comparou Mourão.

“Aqui em Brasília, a gente sabe, né? Todo final de semana tem gente que é morta aí à facada, tiro… Das maneiras mais covardes, normalmente fruto de quê? Da bebida, né? Então, a mesma coisa deve ter acontecido lá”, afirmou.

Lancha encontrada

Policiais do Amazonas localizaram no domingo (19) a lancha em que viajavam o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips, mortos há duas semanas no interior do estado.

De acordo com nota da Polícia Civil do Amazonas, a lancha foi localizada a cerca de 20 metros de profundidade. Estava "emborcada com seis sacos de areia para dificultar a flutuação, a uma distância de 30 metros da margem direita do rio Itaquaí, nas proximidades da comunidade Cachoeira".

O local foi indicado, segundo a polícia, pelo suspeito Jeferson da Silva Lima, conhecido como Pelado da Dinha, preso no sábado (18).

Além de Jeferson, estão presos os irmãos Amarildo Oliveira, conhecido como Pelado, e Oseney Oliveira, conhecido como Dos Santos. Foi Pelado quem levou, segundo a polícia, ao local no qual os corpos de Dom e Bruno foram achados, na última quarta-feira (15).

Ainda no domingo, a Polícia Federal afirmou que identificou outras cinco pessoas por participação na ocultação dos cadáveres.

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