Bruno e Dom: suspeito de mandar matar indigenista, Colômbia seguirá preso até o julgamento

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Rubens Villar Coelho, conhecido como Colômbia, ficará preso até o julgamento após a Justiça Federal do Amazonas decretar a prisão preventiva nesta sexta-feira. Ele é apontado como chefe do esquema de lavagem de dinheiro do narcotráfico por meio da pesca ilegal no Vale do Javari. O julgamento ainda não tem data definida.

Bruno e Dom: PF prende 'Colômbia', suspeito de ordenar a morte de indigenista no Vale do Javari

A última missão: o que Bruno Pereira disse às autoridades antes de morrer

Como O GLOBO revelou no mês passado, a PF já investigava Colômbia desde o desaparecimento e mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, em 5 de junho. A informação foi antecipada pelo blog da jornalista Andrea Sadi e confirmada pelo GLOBO por fontes da PF em Tabatinga.

Rubens Villar Coelho apresentou documentos falsos durante depoimento à PF nesta quinta-feira e foi preso em flagrante pelo delegado Ramón Santos Morais . Ele teria negado participação nos crimes, de acordo com o Superintendente da PF no Amazonas, Eduardo Fontes. "Colômbia" passou por audiência de custódia nesta sexta-feira e foi determinado que ficará preso até o julgamento, que ainda não tem data definida. Fontes afirmaram que "Colômbia" confirmou que mantém relação comercial de pesca com Amarildo da Costa de Oliveira, o Pelado, assassino confesso.

No mês passado, O GLOBO mostrou que apreensões de peixes que seriam usados no esquema foram feitas recentemente por Pereira. As embarcações levavam toneladas de pirarucus, peixe mais valioso no mercado local e exportado para vários países, e de tracajás, espécie de tartaruga considerada uma especiaria e oferecida em restaurante sofisticados dentro e fora do país.

A ação de Bruno contrariou o interesse de "Colômbia", que teria dupla nacionalidade brasileira e peruana e ainda um documento colombiano. Ele usa a venda dos animais para lavar o dinheiro da droga produzida no Peru e na Colômbia, que fazem fronteira com a região do Vale do Javari, vendida a facções criminosas no Brasil. Há suspeita de que ele teria ordenado a Amarildo da Costa de Oliveira, o Pelado, a colocar a “cabeça de Bruno a leilão”.

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