Bruno e Dom: Univaja critica PF e discorda sobre não haver mandantes do crime

Dom e Bruno: a UNIVAJA rebateu a nota emitida nesta sexta-feira pela Polícia Federal, em que a PF afirma que não há mandante ou organização criminosa por trás do desaparecimento de Bruno Pereira e  Dom Phillips. REUTERS/Johanna Geron
Dom e Bruno: a UNIVAJA rebateu a nota emitida nesta sexta-feira pela Polícia Federal, em que a PF afirma que não há mandante ou organização criminosa por trás do desaparecimento de Bruno Pereira e Dom Phillips. REUTERS/Johanna Geron

A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari rebateu a nota emitida nesta sexta-feira pela Polícia Federal, em que a PF afirma que não há mandante ou organização criminosa por trás do desaparecimento de Bruno Pereira e Dom Phillips. "O requinte de crueldade utilizados na prática do crime evidenciam que Pereira e Phillips estavam no caminho de uma poderosa organização criminosa que tentou à todo custo ocultar seus rastros durante a investigação", destacou a Univaja.

Segundo a entidade, o grupo grupo de caçadores e pescadores profissionais, envolvido no assassinato de Pereira e Phillips, foi descrito em documentos enviados ao MPF, a Funai e a PF.

"Com esse posicionamento, a PF desconsidera as informações qualificadas, oferecidas pela UNIVAJA em inúmeros ofícios, desde o segundo semestre de 2021, período de implementação da EVU. Tais documentos apontam a existência de um grupo criminoso organizado atuando nas invasões constantes à Terra Indígena Vale do Javari, do qual Pelado e Do Santo fazem parte", disse a entidade em nota.

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"Foi em razão disso que Bruno Pereira se tornou um dos alvos centrais desse grupo criminoso, assim como outros integrantes da UNIVAJA que receberam ameaças de morte, inclusive, através de bilhetes anônimos", diz ainda a entidade.

A Polícia Federal afirmou em nota divulgada nesta sexta-feira que os suspeitos de envolvimento no desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips agiram sozinhos, sem 'mandante nem organização criminosa por trás do delito', segundo indicam as investigações. A PF diz também, no entanto, que mais prisões devem acontecer, dado existirem indícios da participação de outras pessoas no crime

Ainda segundo a nota, as buscas pela embarcação da dupla, que teria sido afundada por Pelado, que confessou o assassinato dos dois, continuam nesta sexta-feira, com apoio dos indígenas da região e dos integrantes da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari.

A Polícia Federal divulgou na noite desta quinta-feira (16) que não achou o barco onde estavam o indigenista licenciado da Funai Bruno Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips, que foram assassinados e tiveram os corpos escondidos, segundo confessou em depoimento o pescador Amarildo da Costa de Oliveira, o Pelado, após ser preso, em depoimento.

O comunicado da equipe de buscas da PF acrescentou, no entanto, que o exame de amostras de sangue que estavam no barco de Pelado descartaram que o material pudesse ser de Dom. Em relação a Bruno, o exame foi inconclusivo, segundo a polícia, e seriam necessários exames complementares.

Além disso, o material orgânico recolhido no rio durante as buscas ao jornalista e ao indigenista desaparecidos no dia 5, não detectou DNA humano, mas o resultado pode ter sido influenciado pela degradação das amostras.

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