Bruno Gagliasso fala sobre viver personagem racista em 'Marighella' e lembra cena de tortura: 'Tive uma síncope'

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Bruno Gagliasso usou as redes sociais nessa quinta-feira para divulgar o novo filme do qual faz parte do elenco, ''Marighella''. Ao falar sobre o longa, o ator relembrou as emoções que sentiu durante as gravações e contou que elas extrapolaram a interpretação, causando crises de ansiedade. Na trama ele vive Lúcio, um personagem racista e torturador, e classifica como "o mais difícil" da carreira.

"De longe, o mais delicado de construir, o que mais mexeu comigo. Eu já fiz serial killer, um psicopata, mas nunca tinha experimentado tanto ódio, tanto sadismo em um personagem. Faço um sujeito execrável, a personificação do racismo, do autoritarismo, da falta de humanidade. E doeu demais encontrar essa pessoa em mim. Tive que revirar emoções muito densas", começou Gagliasso no Instagram.

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O filme, de Wagner Moura, estreou hoje no Brasil depois de anos de embargos. Nele há a história do guerrilheiro Carlos Marighella (interpretado por Seu Jorge) em seus últimos anos de vida — entre 1964, início da ditadura, e 1969, quando foi assassinado. A classficação é 16 anos.

"Durante a cena onde meu personagem tortura o Jorge (Jorge Paz) tive uma síncope. Uma crise de ansiedade por conta de tudo aquilo. O clima no set, a direção do Wagner, a História real do Brasil ali na minha frente, as falas que saiam da minha boca… Tudo isso mexeu comigo, que extrapolou o ator. Nas fotos, minha crise de choro e o abraço que recebi do Adrian Teijido (diretor de fotografia do filme) nessa cena jamais esquecerei, desse dia e de tudo que vivemos neste filme. Assistam e entendam o que senti", finalizou o ator.

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