Bruno Henrique brilha pelo Flamengo, mas Vasco busca empate no fim em clássico de oito gols

Marcello Neves

Um senhor Clássico dos Milhões. Ou das viradas. Foram três no melhor encontro entre cariocas deste ano. Quem viu Flamengo e Vasco se digladiando nesta quarta-feira, no Maracanã, acompanhou um duelo à altura da história dos dois clubes. Talvez o empate em 4 a 4 fosse o ideal para simbolizar a garra cruz-maltina, que lutou até o minuto final, e a eficiência rubro-negra, que segue firme rumo ao título.

Quem vê apenas o placar final esquece que o Flamengo parecia ter decidido a partida com apenas 40 segundos. Quando Reinier arrancou e cruzou para Everton Ribeiro abrir o placar, tudo indicava que seria mais um passeio do líder. Aliás, o cenário também conspirava à favor, já que a empolgação rubro-negra lotando três arquibancadas contrastava com a baixa presença vascaína, que mal lotou o seu setor.

Porém, o Vasco de Vanderlei Luxemburgo se acostumou a desafiar situações difíceis. Se o normal era se abater e virar uma presa fácil, a equipe mostrou a valentia comum na luta contra o Z4 e se impôs apesar das suas limitações. Um belíssimo contra-ataque concluído por Marrony determinou o empate; e Yago Pikachu, sofrendo e convertendo o pênalti, a virada.

Nesta alternância de superioridade, duas desatenções quase custaram caro. Uma jogada ensaiada - e assinada pelo elétrico Jorge Jesus - levou o Flamengo novamente ao empate após o gol contra de Danilo Barcelos. A retribuição veio logo na volta para o segundo tempo, quando a defesa rubro-negra cochilou e Marcos Júnior recolocou o Vasco em vantagem: 3 a 2.

Mas se o Vasco foi simbolizado pela valentia, o rubro-negro se destaca por se recusar a perder. E então, brilhou a estrela do senhor dos clássicos: dois toques bastaram para Bruno Henrique virar novamente. Fim de jogo? Não. Nos minutos finais, ainda deu tempo para Ribamar empatar. Sem dúvidas, um clássico de tirar o fôlego.