Bruno Henrique se consolida como melhor investimento do Flamengo desde 2019

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Em valores atuais, o atacante Bruno Henrique teria custado ao Flamengo apenas 3.8 milhões de euros (R$ 23 milhões) em 2019. O valor é inferior ao que o clube pagou por todos os jogadores do meio para frente, sobretudo Pedro e Gabigol, que ainda obrigarão a diretoria a desembolsar em 2021 quase R$ 150 milhões. O retorno em campo do camisa 27, de 30 anos, é sem dúvida o melhor custo-benefício em três anos da gestão Rodolfo Landim. Já são 73 gols, que o tornam o segundo maior artilheiro do clube no século 21, ao lado de Renato Abreu.

Contratado ao Santos, após insistência do vice de futebol do Flamengo Marcos Braz, o jogador é, junto a Gabigol, Arrascaeta e Éverton Ribeiro, um dos principais ídolos do atual elenco. Gabigol tem 97 gols marcados e é o maior artilheiro no período. Quando a atual diretoria assumiu e começou a reforçar a equipe, o principal gasto da temporada, e no geral até aqui, foi Arrascaeta - R$ 80 milhões. O uruguaio é peça fundamental desde então na criação e até com gols importantes, mas nunca foi tão decisivo quanto Bruno Henrique.

Gabigol, sim. Teve um 2019 épico, e só então foi comprado após empréstimo de um ano junto à Inter de Milão. O Flamengo pagou, no total, R$ 96 milhões, ainda parcelados. Pedro, centroavante decisivo em alguns jogos, não na maioria deles, custou R$ 87 milhões.

O jogador ofensivo que custou menos que Bruno Henrique antes de 2019 foi Éverton Ribeiro. Consistente na maioria das temporadas desde então, veio do mundo árabe por R$ 22 milhões, na gestão de Eduardo Bandeira de Mello. Até hoje, é um dos cérebros da equipe e coroou a boa fase com chances em sequência na seleção brasileira. Gabigol também apareceu na Copa América e foi chamado recentemente. Bruno Henrique, por sua vez, foi convocado para os amistosos diante de Colômbia e Peru, em 2019. No ano passado, foi incluído na lista para os embates contra Bolívia e o Peru. Até agora, em 2021, Tite não lembrou dele.

Bruno renovou com o Flamengo ao fim de 2019, até 2023, e teve valorização no patamar de Gabigol. Na ocasião, o atacante despertou o interesse de clubes europeus, incluindo o Benfica, que veio forte na janela do meio de 2020, mas o Flamengo não quis negociar o jogador, cuja multa beira os 40 milhões de euros.

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