Bruno Pereira discutiu com suspeito antes de ser morto na Amazônia

Jefferson da Silva Lima, de cinza, confessou participação na morte de Bruno Pereira e Dom Phillips (Foto: JOAO LAET/AFP via Getty Images)
Jefferson da Silva Lima, de cinza, confessou participação na morte de Bruno Pereira e Dom Phillips (Foto: JOAO LAET/AFP via Getty Images)

Resumo da notícia

  • Antes de ser assassinado, Bruno Pereira discutiu com Jeferson da Silva Lima

  • Homem foi o terceiro preso e confessor envolvimento no crime

  • Jeferson pescava pirarucu no rio Itacoaí quando discutiu com Bruno

Antes de ser assassinado, o indigenista Bruno Pereira discutiu com Jeferson da Silva Lima, conhecido como “Pelado da Dinha”, um dos suspeitos do crime. O homem pescava pirarucu, peixe típico da região, quando encontrou Bruno e o jornalista inglês Dom Phillips.

Segundo o portal g1, a informação foi dada por Amarildo da Costa Oliveira, o “Pelado”, outro suspeito de envolvimento no crime. A declaração foi dada quando, ao lado de Pelado, a Polícia Federal fazia a reconstituição do crime na semana passada.

Bruno e Dom teriam encontrado Jeferson no rio Itacoaí, perto da Comunidade Cachoeira, em Atalaia do Norte. Amarildo, no entanto, não entrou em detalhes sobre os motivos da discussão entre os dois.

Segundo o suspeito, Jeferson teria sido o responsável por atirar no indigenista e no jornalista.

"Então o Jeferson, de alcunha Pelado, ele estava aqui em sua canoa de madeira matando um pirarucu, é isso?", questionou o delegado. E Amarildo confirma.

Bruno Pereira era alvo de ameaças por fiscalizar a pesa ilegal em terras indígenas. A pesca de pirarucu, por exemplo, só é permitida em determinada parte do ano e em áreas específicas. Em terras indígenas, não se pode pescar.

Amarildo ainda descreveu que Bruno reagiu aos ataques e houve troca de tiros. Ao ser atingido, o indigenista perdeu o controle da lancha e entrou em uma área de várzea. No local, Dom também foi morto.

Jeferson, o terceiro preso suspeito de envolvimento nas mortes, confessou o crime. Oseney da Costa Oliveira, irmão de Amarildo, nega as acusações, mas também está preso. Outras cinco pessoas são suspeitas de ajudar a enterrar os corpos e vão responder por ocultação de cadáver, mas poderão responder em liberdade.

De acordo com a União dos Povos Indígenas (Univaja), Bruno tinha porte de arma e autorização para trabalhar armado. No dia do crime, ele havia dispensado os seguranças que o acompanhavam.

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