Bruno Soares volta à final do US Open em busca do 3º título nas duplas

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***ARQUIVO***Jundiai, SP, BRASIL, Retrato do tenista brasileiro, Bruno Soares, melhor colocado no ranking de duplas da ATP. Atualmente Bruno eh o 11o colocado. Retrato do Ginasio do Ibirapuera onde acontece as disputas do Brasil Open 2015 (Foto  Eduardo Knapp/Folhapress.ESPORTES)
***ARQUIVO***Jundiai, SP, BRASIL, Retrato do tenista brasileiro, Bruno Soares, melhor colocado no ranking de duplas da ATP. Atualmente Bruno eh o 11o colocado. Retrato do Ginasio do Ibirapuera onde acontece as disputas do Brasil Open 2015 (Foto Eduardo Knapp/Folhapress.ESPORTES)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pelo segundo ano consecutivo, o tenista brasileiro Bruno Soares, 39, está na final da chave de duplas masculinas do US Open.

Sua dupla com o britânico Jamie Murray venceu nesta quinta-feira (9) a parceria do australiano John Peers e do eslovaco Filip Polasek por 2 sets a 1 (6/3, 3/6 e 6/4).

A decisão do último torneio do Grand Slam na temporada 2021 será nesta sexta, às 13h (de Brasília), contra o americano Rajeev Ram e o britânico Joe Salisbury. ESPN e SporTV transmitem.

Bruno Soares buscará o seu terceiro título de duplas masculinas no US Open e o quinto no geral, considerando também as duas conquistas em duplas mistas que possui no torneio de Nova York.

No ano passado, ele venceu com o croata Mate Pavic. Em 2016, já havia ganhado ao lado de Murray. Nas mistas, levou os troféus com Ekaterina Makarova (2012) e Sania Mirza (2014).

O mineiro de Belo Horizonte possui ainda dois títulos do Australian Open, junto de Murray e Elena Vesnina, ambos em 2016.

A sua excelente campanha nos EUA em 2021 acontece logo no primeiro torneio após o brasileiro ter passado por um grande susto e uma grande decepção.

Em julho, quando já estava no Japão para os Jogos Olímpicos de Tóquio, ele teve apendicite e foi submetido a uma cirurgia de emergência. A operação tirou dele qualquer possibilidade de participar da competição ao lado de Marcelo Melo e o fez praticamente dar adeus ao sonho de uma medalha olímpica na carreira.

Após retornar ao Brasil e concluir sua recuperação, o tenista só voltaria a treinar quase um mês depois da cirurgia, ainda com dores. Na chegada aos EUA, ele relatou sentir falta de ritmo de jogo para defender o título de 2020.

"Sabíamos que não ia ser nada fácil. Eu não vinha jogando bem, estava sem ritmo nenhum e sabia que ia ser questão de sobrevivência nas primeiras rodadas. Na minha preparação para cá pude treinar apenas uma semana com intensidade. O meu físico não estava nas melhores condições, estava muito abaixo e, quando comecei a treinar mais forte, o meu corpo ficou muito dolorido", afirmou após a vitória nesta quinta.

Mas as coisas incrivelmente começaram a dar certo para Soares e Murray, que ainda não haviam obtido muitos resultados consistentes desde a retomada da parceria, no início deste ano. Nas quartas do US Open, a dupla enterrou de vez a desconfiança ao bater a parceria cabeça de chave número 2, formada por Marcel Granollers e Horacio Zeballos.

"Por algumas vezes, ao longo desse mês parado, eu pensei em mudar a minha estratégia e até não jogar mais neste ano, me preparando para o ano que vem. Mas aí pensei: quer saber? É o último Grand Slam do ano e não sou mais tão jovem assim, então eu vou lá para curtir o momento e fazer o meu melhor. Curtir no sentido de ir com a cabeça aberta, lutando do início ao fim, mas aceitando mais as adversidades. E foi isso que aconteceu", disse.

Além do brilho nos jogos, Soares também aproveita a oportunidade de curtir o torneio ao lado do filho, Noah. O menino de seis anos tem roubado a cena com suas entradas em quadra para comemorar ao lado do pai e se tornou seu "amuleto".

“É simplesmente incrível tê-lo por perto. Decidi fazer uma viagem dos meninos, então somos só eu, ele e meu treinador, e tem sido incrível ”, disse Soares ao site da ATP (Associação dos Profissionais do Tênis).

“Honestamente, o resultado é apenas a cereja do bolo desta viagem. Aconteça o que acontecer, foi uma explosão para mim. Não sei por quanto tempo vou poder jogar. Eu quero jogar mais. Mas tê-lo comigo e vivenciar tudo tem sido um sentimento tão especial para mim", completou.

Também nesta sexta, Luisa Stefani, 24, joga para buscar a primeira vaga de uma brasileira na final de duplas femininas em um Slam desde 1968, quando Maria Esther Bueno conquistou o US Open ao lado da australiana Margaret Court.

Com a canadense Gabriela Dabrowski, Stefani enfrentará as americanas Coco Gauff e Catherine McNally no segundo jogo da sessão que começa às 13h.

*

BRASILEIROS CAMPEÕES DE TORNEIOS DO GRAND SLAM

Maria Esther Bueno (19)

US Open (simples – 1959, 1963, 1964 e 1966)

US Open (duplas – 1960, 1962, 1966 e 1968)

Wimbledon (simples – 1959, 1960 e 1964)

Wimbledon (duplas – 1958, 1960, 1963, 1965, 1966)

Australian Open (duplas – 1960)

Roland Garros (duplas – 1960)

Roland Garros (duplas mistas – 1960)

Bruno Soares (6)

US Open (duplas – 2016 e 2020)

US Open (duplas mistas – 2012 e 2014)

Australian Open (duplas – 2016)

Australian Open (duplas mistas – 2016)

Gustavo Kuerten (3)

Roland Garros (simples – 1997, 2000 e 2001)

Marcelo Melo (2)

Roland Garros (duplas – 2015)

Wimbledon (duplas - 2017)

Thomaz Koch (1)

Roland Garros (duplas mistas – 1975)

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