Bruno Thys estreia na ficção com thriller ‘que não aconteceu, mas poderia ter acontecido’

Foi no auge da pandemia que Bruno Thys , ligeiramente entediado, resolveu abrir suas gavetas. Reencontrou textos antigos e, motivado por uma fala do escritor americano Paul Auster, passou a escrever diariamente “cerca de duas ou três horas por dia”. Após longa carreira jornalística em redações de veículos como Jornal do Brasil, Veja e Extra, Thys estava mergulhando no universo da ficção. O resultado foi o livro “O canto do violino”, lançado semana passada pela editora Máquina de Livros, da qual ele é sócio.

Com prefácio do rabino e escritor Nilton Bonder, o livro apresenta a história de um advogado carioca de 40 e poucos anos, entusiasta da música, que compra um violino usado na internet. Ao reformá-lo em um luthier, ele acaba descobrindo misteriosas peças dentro do instrumento e inicia uma jornada de investigação para entender do que se trata. Ambientada no Rio de Janeiro, a trama evoca as raízes judaicas do autor, bem como sua estreita relação com a música de uma forma geral. “Bruno nos brinda narrativa afora com informações sobre a música, os judeus e sobre a graciosa plataforma carioca onde se desenrola sua narrativa histórica e internacional”, escreveu Bonder.

—Sou pianista, gosto muito de música. Tudo o que faço acaba tendo música. No livro, eventualmente a música é protagonista, ela vai pontuando a história do início ao fim — diz o jornalista e escritor. —No final tem um grande segredo que vai ser revelado. É uma história que fala muito dos dias de hoje. Esse momento opressivo, de perda de valores, de déficit de respeito.

Acostumado a trabalhar com o noticiário (“a realidade está toda ali, prontinha”), Thys fala com empolgação sobre o desafio de fazer ficção. Diz que é um caminho “difícil, tortuoso”, mas curtiu poder imaginar e “botar uma história de pé”.

— É um livro fácil de ler, a história é linear, mas tem várias camadas de interpretação — diz o autor. — O violino você pode entender como uma metáfora da vida. É uma história que não aconteceu, mas poderia ter acontecido.

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