Bruxelas discute embargo a petróleo russo

Não é certo que os ministros dos negócios estrangeiros dos 27 países da União Europeia cheguem a um acordo, esta segunda-feira, sobre a implementação do embargo ao petróleo russo proposto pela Comissão. De acordo com diplomatas europeus, o principal obstáculo é a Hungria do primeiro-ministro Viktor Orban.

"Vamos discutir sobre isso e faremos o possível para desbloquear a situação. Não posso garantir que isso aconteça porque as posições são bastante fortes, mas acho que, se entendermos a situação particular de alguns estados membros, e todos nós fizermos um esforço para apresentar uma frente unida contra a Rússia, teremos sucesso," afirmou o chefe da diplomacai europeia, Josep Borrel.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Lituânia, Gabrielius Landsbergis, destacou a importância desta decisão.

"É assim que seremos lembrados; quer como a União Europeia que conseguiu avançar e enviar uma mensagem muito clara à Rússia, ou que ficou presa. Agora, infelizmente, toda a União está refém de um estado membro," declarou Gabrielius Landsbergis.

Os 27 países discutem, sem sucesso, desde a proposta do executivo europeu há dez dias, as condições para a implementação de um embargo ao petróleo russo. Alguns países sem litoral e muito dependentes da Rússia, como a Hungria, Eslováquia e República Checa, reivindicam isenções mais ou menos longas.

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