Busca por desaparecidos e recuperação de estradas no México

A busca de dezenas de desaparecidos em uma localidade parcialmente sepultada por um grande deslizamento de terra e a abertura das estradas de Acapulco para agilizar a retirada de milhares de turistas desesperados ainda retidos são as prioridades do governo do México.

Um total de 97 mortos, 200.000 desabrigados e 50.000 pessoas obrigadas a abandonar suas casas: este é o balanço até o momento de duas tempestades que afetaram o país na costa do Pacífico e no Golfo do México.

A maior tragédia foi provocada por um deslizamento de terra na pequena localidade de La Pintada.

Com caminhadas de até sete horas ou deslocamentos de helicópteros, centenas de integrantes das Forças Armadas e da Polícia Federal começaram a chegar a La Pintada na quarta-feira para retirar os sobreviventes. Na quinta-feira iniciaram a retirada dos escombros.

O governo anunciou que 68 moradores de La Pintada, no estado de Guerrero, o mais devastado do México, estão desaparecidos.

"Estamos diante de uma condição realmente extraordinária", disse o presidente Enrique Peña Nieto no porto de Acapulco (estado de Guerrero), onde 25.000 turistas permanecem retidos.

O furacão Manuel, que virou tempestade tropical, ainda provoca chuvas e neblina em Guerrero. Um helicóptero Black Hawk da secretaria de Segurança Pública — que só transportava a tripulação — desapareceu depois de uma viagem de La Pintada a uma comunidade afastada.

Dois corpos não identificados foram encontrados na quinta-feira e dezenas de habitantes se recusam a abandonar a região enquanto não localizam os parentes.

Acapulco, destino favorito de muito mexicanos, foi surpreendida pelas tempestades que deixaram 800.000 habitantes e 40.000 turistas.

As autoridades pediram paciência e prometeram reabrir o mais rápido possível as estradas de Acapulco. Peña Nieto disse que as viagens de ônibus e os pedágios na cidade serão gratuitos durante a emergência.

O fenômeno Manuel tocou a terra no sábado como tempestade tropical e perdeu força, mas voltou a ganhar força ao chegar ao Pacífico e atingiu na quinta-feira, como furacão de categoria 1, o norte do estado de Sinaloa. Poucas horas depois foi rebaixado para depressão tropical.

No Golfo do México, onde as costas dos estados de Veracruz e Tamaulipas foram muito afetadas pela tempestade Ingrid, as autoridades permanecem em alerta.

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