Buscas por indigenista e jornalista desaparecidos no AM, continuam nesta terça-feira

Buscas por Dom Phillips e indigenista Bruno Araújo seguem nesta terça-feira (07) no AM - Foto: AP Photo/Fabiano Maisonnave
Buscas por Dom Phillips e indigenista Bruno Araújo seguem nesta terça-feira (07) no AM - Foto: AP Photo/Fabiano Maisonnave

As buscas pelo indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips, desaparecidos no Amazonas, continuam nesta terça-feira (7). A Marinha do Brasil, umas das responsáveis nas buscas, deve seguir na operação com um helicóptero, duas embarcações e uma moto aquática.

As atividades de busca na região estão sendo conduzidas pela corporação através do Comando de Operações Navais.

Bruno é servidor licenciado da Fundação Nacional do Índio (Funai) e Dom Philips é colaborador do jornal "The Guardian". Eles desapareceram no domingo (5), no trajeto entre a comunidade Ribeirinha São Rafael e a cidade de Atalaia do Norte no Amazonas.

O caso é investigado pela Polícia Federal (PF). A Funai também acompanha a situação e está em contato com as forças de segurança que atuam na região. Segundo a entidade, Pereira não estava em missão institucional.

De acordo com o jornal "The Guardian", Phillips está trabalhando em um livro sobre meio ambiente com apoio da Fundação Alicia Patterson. De acordo com a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), Bruno recebia constantes ameaças de madeireiros, garimpeiros e pescadores.

Durante a estadia na Terra Indígena Vale do Javari, onde o jornalista e o indigenista estiveram antes de desaparecerem no domingo (5), indígenas dizem que a dupla sofreu ameaças durante os trabalhos. Autoridades federais afirmaram que vão realizar buscas na região.

Phillips e Bruno passaram alguns dias na região, onde Phillips entrevistou indígenas sobre as invasões ao território. Eles desapareceram quando estavam fora da terra indígena e voltavam de barco pelo rio Itaquaí até a cidade de Atalaia do Norte (AM).

A Terra Indígena Vale do Javari, sofre há anos com ataques armados a postos de controle da Funai e invasões de caçadores ilegais.

Ainda nesta segunda-feira (6), o Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento administrativo para apurar o desaparecimento dos dois na Amazônia. O também acionou a Marinha, as polícias Civil e Federal, a Força Nacional e a Frente de Proteção Etnoambiental do Vale do Javari para participar das buscas.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos