Buscas por mulher desaparecida em enxurrada continuam pelo sexto dia em SP

ALFREDO HENRIQUE
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os bombeiros iniciaram, na manhã desta segunda-feira (4), o sexto dia de buscas por Rosana Alves da Silva Correia, 54, que desapareceu após forte chuva, no último dia 29, na avenida Carlos Caldeira Filho, na zona sul de São Paulo, segundo a corporação. Antes de desaparecer, ela e o marido, o funcionário público Lúcio Pereira Correia, 59, haviam saído da Diretoria de Ensino Sul, ligada da Secretaria de Estados da Educação, no Campo Belo (zona sul), por volta das 18h40. Após isso, ambos não foram mais vistos. O homem trabalhava no local. O carro deles teria sido atingido por uma forte enxurrada, segundo a polícia. O corpo do funcionário público foi encontrado no dia seguinte ao desaparecimento, no rio Pinheiros, na região da Vila Olímpia (zona sul), segundo o Corpo de Bombeiros. O local fica a cerca de oito quilômetros de distância de onde o carro do casal teria sido atingido pela enchente. Um parente do casal, após estranhar o atraso deles em retornar para casa, registrou um boletim de ocorrência de desaparecimento no 37º DP (Campo Limpo). Segundo relatado pelo parente à polícia, o GPS do celular de Lúcio indicou que ele esteve perto de um córrego na região da Vila Andrade, na zona sul paulistana, no dia em que ele e a esposa desapareceram. Ambos estavam em um Fiat Argo prata, que não havia sido localizado até a publicação desta reportagem. Equipes do 4º Grupamento de Bombeiros realizam buscas nesta segunda pela avenida Carlos Caldeira Filho, em um ponto inicial da galeria de um córrego. Nas redes sociais o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares da Silva, lamentou a morte do funcionário público. "A educação paulista está de luto. Estamos absolutamente consternados pela perda do nosso colaborador Lúcio Correia, durante a tempestade que assolou nossa capital e algumas outras cidades", afirmou. O chefe da pasta da Educação, da gestão João Doria (PSDB), afirmou que o casal havia dado carona para outro servidor, antes de as vítimas desaparecerem. A pessoa que pegou carona com as vítimas está bem, acrescentou Rossieli Soares. A forte chuva que caiu na capital paulista em 29 de dezembro também atingiu à Grande São Paulo, onde seis pessoas de uma mesma família morreram, após um deslizamento de terra em Embu das Artes. O governo estadual e da cidade da região metropolitana trocam acusações sobre a área onde houve a tragédia. UBATUBA Ao menos 112 pessoas ficaram desabrigadas após as fortes chuvas que caíram em Ubatuba (225 km de SP) nos dois primeiros dias do ano. Não havia registro de mortos ou feridos até a publicação desta reportagem. Segundo o Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) choveu na cidade do litoral, em pouco mais de 24 horas, a metade do previsto para todo o mês de janeiro, que é entre 250 e 300 milímetros. A Prefeitura de Ubatuba, gestão Flávia Pascoal (PL), disse que a região central foi a primeira a ser afetada pela chuva, entre o fim da noite de sexta-feira (1º) e início da madrugada deste sábado (2). A chuva continuou durante o sábado, atingindo os bairros Taquaral e Angelim, do qual 44 famílias optaram em ficar em um espaço de convivência da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano) "pois não quiseram ser deslocadas para a unidade em que as vítimas das chuvas estão temporariamente alojadas", diz trecho de nota da prefeitura. Até a última atualização feita pelo governo municipal, 112 pessoas, de ao menos 29 famílias, haviam sido acolhidas por causa da chuva.