Butantan espera receber insumos para produção da CoronaVac em 26 de maio

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SAO PAULO, BRAZIL - APRIL 23: Vails of CoronaVac vaccine are seen on the production line of CoronaVac, Sinovac Biontech's vaccine against COVID-19 at Butantan biomedical production center on April 23, 2021 in Sao Paulo, Brazil. While Butantan Institute works on developing its own vaccines, continues to produce the Chinese CoronoVac developed in partnership with the Chinese laboratory Sinovac Biontech. Brazil already announced that due to lack of vaccines, will finish inoculating high risks groups by September and not by May as it had been announced. The Butantan Institute requested authorization to the Sanitary Surveillance Agency (ANVISA) to start clinical tests with Butanvac, a new vaccine against COVID-19 100% developed in Brazil. (Photo by Alexandre Schneider/Getty Images)
Produção da CoronaVac está paralisada por falta de insumos no Brasil (Foto: Alexandre Schneider/Getty Images)
  • Instituto Butantan deve receber novo carregamento de insumos em 26 de maio

  • Segundo João Doria, lote deve ser de 4 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo

  • Contingente é suficiente para produção de 7 milhões de doses da vacina

O Instituto Butantan espera receber um novo carregamento de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) no próximo dia 26. Com isso, a CoronaVac poderia voltar a ser produzida no Brasil. Sem a matéria prima, atualmente, a produção está paralisada. 

O anúncio foi feito pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB). A expectativa é que o Butantan receba 4 mil litros de insumo, suficiente para produzir 7 milhões de doses da vacina. A informação foi passada pela China ao instituto. 

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"Boa notícia! O Butantan recebeu nesta manhã da China a previsão do envio de nova remessa de insumos ao Brasil para produção da Vacina do Butantan. A chegada do novo lote com 4 mil litros de insumos, capazes de produzir 7 milhões de doses da vacina, está prevista para o dia 26/05", divulgou o governador. 

Com a paralisação da produção da CoronaVac, diversos municípios brasileiros estão sem a vacina, inclusive para aplicar a segunda dose. 

Na semana passada, Doria disse que a SinoVac havia reservado 10 mil litros de IFA para enviar ao Brasil, mas precisava da autorização do governo chinês para enviar a remessa. De acordo com o tucano, o atraso se deve às declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), responsabilizando a China pela "criação" do coronavírus. 

Com a retomada da produção, o Butantan volta a cumprir o segundo contrato com o governo federal, de 54 milhões de doses do imunizante, que devem ser entregues até 30 de agosto. Até o momento, o Instituto Butantan entregou as 46 milhões de doses referentes ao primeiro acordo, além de um milhão de doses do segundo contrato.

Insumos para a produção da AstraZeneca

MARICA, BRAZIL - APRIL 27: A nurse shows a vial containing five doses of AstraZeneca during vaccination day of health workers at health center Posto Central on April 27, 2021 in Maricá, Brazil. While Brazil surpasses 400,000 dead since the beginning of the pandemic, the small seaside town of Maricá seems to be implementing a successful strategy to contain the virus. Apart from the doses provided by the federal government of Bolsonaro, the socialist-ruled town of Maricá and surrounding counties announced they joined forces to buy 500,000 shots of Sputnik V vaccine from Russia. With revenues from the oil industry, Maricá had invested in social programs, health care, education and a universal basic income which allowed its 162,000 inhabitants to stay afloat and fight the pandemic. . Maricá, a dormitory city located at 60 km away from Rio de Janeiro, has also developed its own virtual currency called mumbucas and bought its own refrigerators to storage vaccines at required temperature.
 (Photo by Buda Mendes/Getty Images)
Vacinas Oxford/AstraZeneca estão sendo produzidas pela Fiocruz (Foto: Buda Mendes/Getty Images)

A Fiocruz, responsável pela produção da vacina Oxford/AstraZeneca, deve receber no próximo sábado mais dois lotes de IFA. Segundo o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, a matéria-prima deve ser suficiente para envasar 18 milhões de doses do imunizante. 

"A boa notícia é que hoje recebi a confirmação de que esses dois lotes vão ser embarcados no dia 21 de maio. Então, é uma quantidade suficiente para produção de aproximadamente 18 milhões de doses", disse Cruz durante audiência da comissão temporária de acompanhamento da Covid-19 no Congresso.

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