Butantan avalia produzir vacina contra a varíola dos macacos

Com o avanço da varíola dos macacos no mundo, e no Brasil, o Instituto Butantan, em São Paulo, criou um comitê para monitorar os casos da doença no estado e avaliar a produção de uma vacina contra a doença. Nos anos 70, o instituto desenvolveu uma versão do imunizante para a varíola humana, doença que foi erradicada na década seguinte. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a mesma vacina tem até 85% de eficácia contra a versão que circula agora, causada pelo vírus monkeypox.

A criação do comitê foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo no último dia 30. Foram nomeados nove especialistas do Instituto, e também da Fundação Butantan. De acordo com a portaria, a medida foi tomada considerando “que desde a cessação da vacinação contra a varíola, se nota uma crescente incidência de casos e surtos relatados” e também a “iminência de um possível surto da referida doença provocada pelo vírus monkeypox”.

Segundo o Ministério da Saúde, desde que o primeiro caso da varíola dos macacos foi identificado no país – em um paciente no estado paulista no dia 8 de junho –, até esta terça-feira, já são 449 diagnósticos da doença no Brasil.

São Paulo é a região com o maior número de registros, 312, seguido pelo Rio de Janeiro, com 71; Minas Gerais, com 33; Distrito Federal, com 8; Paraná, com 6; Goiás, com 4; Bahia e Rio Grande do Sul, com 3 cada; Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Ceará, com 2 cada, e Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Santa Catarina, com um cada.

Há ainda mais 75 suspeitas sendo monitoradas nos estados com casos confirmados, além de na Paraíba e no Acre. Desde que o ministério tornou a notificação de possíveis diagnósticos de varíola dos macacos obrigatória, já foram 769 relatos, 244 descartados.

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