Butantan retoma ritmo de produção e entrega mais 1 milhão de vacinas da CoronaVac ao PNI

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A previsão do governo de São Paulo, a que o Butantan é vinculado, é de entregar 100 milhões até 30 de setembro - Foto: NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images
A previsão do governo de São Paulo, a que o Butantan é vinculado, é de entregar 100 milhões até 30 de setembro - Foto: NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images
  • Com esta entrega, o instituto chega a 49 milhões de doses enviadas ao PNI

  • Em São Paulo, a prioridade para as vacinas desta remessa será de gestantes

  • Governo paulista anunciou antecipação do calendário de vacinas neste domingo (13)

O Instituto Butantan entregou nesta segunda-feira (14) mais 1 milhão de doses da vacina CoronaVac, produzida em parceria com o laboratório chinês SinoVac. A remessa será distribuída ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, para então ser redistribuído aos estados. São Paulo ficará com 226 mil doses.

Com esta entrega, o instituto chega a 49 milhões de doses enviadas ao PNI. A previsão do governo de São Paulo, a que o Butantan é vinculado, é de entregar 100 milhões até 30 de setembro.

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Em São Paulo, a prioridade para as vacinas desta remessa será de gestantes. Outra parte será usada para aplicação da segunda dose da imunização, segundo a coordenadora do Plano Estadual de Imunização (PEI). Junto do governador João Doria (PSDB), do diretor do Butantan, Dimas Covas, e do secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, ela acompanhou a liberação das doses nesta segunda.

— Chegando mais vacinas, estaremos trabalhando também com a D1 (primeira dose) para públicos-alvos que vamos abrir — declarou.

Antecipação da vacinação

Foto: Alexandre Schneider/Getty Images
Foto: Alexandre Schneider/Getty Images

João Doria tergiversou quando perguntado sobre o que teria levado seu governo a antecipar o calendário de vacinação do estado contra Covid-19. A previsão para imunizar todos os adultos de São Paulo, antes de 30 de setembro, foi adiantada no último domingo para 15 de setembro. O Ministério da Saúde, de quem São Paulo depende para cumprir o calendário, não tem atualizado o cronograma de entrega de vacinas.

— Aqui nós planejamos bem. Nós temos uma estrutura no PEI, uma capilaridade de mais de 5 mil pontos de venda, uma estrutura que foi treinada, preparada e acompanhada pela Secretaria de Saúde, e um trabalho eficiente também de secretários e secretárias de Saúde dos municípios do estado. Portanto, organização, planejamento, orientação, aproveitamento pleno das doses da vacina, disponibilidade de seringas corretas e agulhas, e um sistema operante, com profissionais da linha de frente — afirmou o governador.

Dimas Covas afirmou que a antecipação do calendário estadual não deve afetar o recrutamento de voluntários para os estudos clínicos da elaboração da vacina própria do instituto, a ButanVac.

Plano São Paulo

Jean Gorinchteyn, por sua vez, afirmou que o Plano São Paulo, que determina regras e medidas de restrições para combate à pandemia, não passará por mudanças, apenas do aumento no número de hospitalizações por Covid-19.

— Nós temos observado uma manutenção dos níveis de ocupação dos leitos de UTI. Em relação às três últimas semanas, o incremento foi discreto, de 0,6%. O governo Doria determinou a manutenção dessa fase de transição de uma forma estendida, até o dia 30, avaliando exatamente esses índices. Portanto, o Plano é mantido — disse o secretário.

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